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Obras da BR- 174 devem ser concluídas este ano

Rodovia está em bom estado no Amazonas, mas tem problemas em Roraima 06/06/2012 às 09:08
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Contratos de recuperação e manutenção ao longo da estrada vão até 2015
Cinthia Guimarães Manaus (AM)

A previsão é que as obras de tapa buracos, recapeamento e alargamento da BR-174 sejam concluídas até o final de 2012. O custo totalizou R$ 500 milhões.

Seu ponto inicial nasce em Cáceres (MT). No Amazonas ela compreende 255 quilômetros e segue mais 719 quilômetros dentro de Roraima, até à fronteira com a Venezuela, encerrando no município de Santa Elena de Uairén. São 974 quilômetros no total. De lá, milhares de brasileiros seguem para o litoral do caribe venezuelano.

Ela é a única via de acesso dos amazonenses ao território roraimense, como também à Venezuela e à Guiana Inglesa (através da BR-401), funcionando como uma importante tráfego econômico entre os dois Estados.

Condições

A rodovia está trafegável dentro do território do Amazonas. Uma operação tapa-buracos está sendo realizada em partes da reserva indígena waimiri-atroari que corta mais de cem quilômetros nos dois Estados. Porém, os problemas começam a aparecer entre os Municípios roraimenses de Rorainópolis e Caracaraí, onde parte do asfalto foi retirado após a cheia que alagou trechos da rodovia, em 2011, segundo o Ministério dos Transportes.

Há buracos ao longo das cidades de Mucajaí e Pacaraima, depois de Boa Vista, onde as empreiteiras já estão trabalhando na recuperação. Antes de chegar à fronteira com a Venezuela, o acesso está dificultoso porque parte do pista cedeu e obstruiu um lado da via. O Dnit já solicitou novas obras.

A empreiteira Delta, que pertence ao empresário e bicheiro Carlos Cachoeira - alvo da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal - é quem executa as obras de recuperação e manutenção da 174 no Amazonas até 2015.

Em território vizinho as obras são tocadas pelo Governo do Estado de Roraima, via convênio com o Dnit. As empreiteiras que executam as obras são CMT, Egesa e Pampulha, empresa acusada de receber R$ 17,2 milhões por obras fantasmas em municípios da região do Alto Solimões. Confira, amanhã, a segunda e última parte desta reportagem.

A repórter viajou a convite do DNIT.