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Obras do Chibatão continuarão processo após deslizamento

Segundo a assessoria do porto, o processo de ‘acomodação’ do solo estava previsto pelos técnicos e não leva riscos à operação 22/10/2012 às 07:55
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No sábado, parte do terreno onde estão sendo feitas as obras desmoronou
acrítica ---

As obras de compactação do solo em área que, na madrugada de sábado, sofreu deslizamento em um terreno que pertence ao Porto Chibatão, na Colônia Oliveira Machado, Zona Sul, vão continuar durante esta semana, informou, neste domingo (21), a assessoria de comunicação do porto.

Ainda conforme o comunicado da assessoria, a ‘acomodação’ da terra naquela área é normal e o episódio de sábado aconteceu na área da empresa Frigomasa, que pertence ao grupo, mas não faz parte da área de atuação do porto.

A subchefia de Defesa Civil de Manaus (Subdec) informou que a obra é particular e o que acontecer em decorrência dela é de responsabilidade do próprio porto. “Por isso, a empresa tem um responsável técnico pela obra e o projeto da obra deve estar regularizado em diversos órgãos, como de meio ambiente e engenharia”, explicou o chefe de operações da Subdec, Cláudio Belém. Ele também informou que o Subdec não recebeu nenhuma informação sobre o deslizamento ocorrido no fim de semana.

Previsão

De acordo com a assessoria do Porto Chibatão, o deslizamento, que é chamado de ‘acomodação do terreno’, estava previsto pelos técnicos da obra. “O local está em obras e o Chibatão utiliza a tecnologia de injeção de jetground, com cimento puro, e geoground , que é barro, cimento e areia, ocorrendo expulsão da camada de lama do solo, que é o processo normal do tratamento”, informou a assessoria, acrescentando que não houve acidente com pessoas ou máquinas.

Segundo relatos de marítimos que trafegam em pequenas embarcações nas proximidades do local das obras, o terreno em que está localizado o pátio dos contêineres, exige cuidados para quem navega por ali. “Depois do período de enchente, a terra ficou muito frágil e, com o peso das cargas, a pressão deve ser ainda maior”, disse Aloísio Pereira, 38.