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Omar Aziz: ‘A liderança com o poder na mão não é verdadeira’

Chefe do partido que mais elegeu prefeitos no interior do Amazonas, o PSD, governador recusa o rótulo de novo líder estadual. Para ele, o resultado positivo na  eleição  aumenta a expectativa e a cobrança por uma boa administração  03/11/2012 às 19:51
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Governador do Estado garante que o Proama, sistema de abastecimento de água, irá funcionar em 2013
Rosiene Carvalho* Manaus

Quase na metade do mandato e preocupado em cumprir todos os compromissos de campanha, o governador Omar Aziz (PSD) planeja para os próximos dois anos inauguração de um centro de reabilitação de dependentes químicos e da Cidade Universitária, além de obras e ações que devem melhorar o transporte e a geração de renda no interior. Omar aposta ainda que o Proama, obra do antecessor dele, Eduardo Braga, e que esbarra em pendências jurídicas para ser inaugurada, vai funcionar em 2013.

Coadjuvante na política local até a eleição de 2010, Aziz sai do segundo ano de mandato fortalecido com o resultado das eleições municipais, que deram ao partido dele a maior cota no interior: 40% dos prefeitos eleitos. Apesar disso, ele evita falar dos planos para 2014. Confira trechos da entrevista concedida a A CRÍTICA no último dia 31:

Como o senhor avalia o cenário político nacional após as eleições municipais? Como o PSD se insere nesse novo desenho?

Em termos de prefeitura, o PSD foi o quarto partido que mais fez prefeitos no Brasil. Fizemos 497 prefeitos. Aqui no Amazonas, elegemos 40% dos prefeitos. E a grande maioria dos que se elegeram (fora do PSD) são aliados, amigos meus. Agora, cada dia que passa, a exigência da população é maior, tem mais acesso à informação. Isso faz com que o gestor tenha muito cuidado com o que promete.

O senhor acha que o eleitor está mais maduro?

O Amazonas sempre foi politizado. O amazonense vê os que ajudam o Estado. Na eleição de 2010, a presidente Dilma Rousseff teve 80% dos votos porque o povo entendeu que o governo federal tinha feito muito pelo Amazonas e podia continuar fazendo. E de fato ela tem ajudado muito.

O desempenho da oposição esse ano enfraquece ou fortalece o Governo Federal para 2014?

São mais de 5 mil municípios. Em cada um (o efeito) é diferenciado. As eleições municipais são decididas por quem mora na cidade. Aqui no Amazonas, das oito eleições diretas para prefeito, não há tradição de se fazer o candidato do governador vitorioso. Mas, em relação ao quadro nacional, a  imprensa repercutiu Manaus e deu destaque para a “derrota” do ex-presidente Lula e da presidente Dilma.

O senhor não concorda com o enfoque?

A presidenta Dilma não perdeu a eleição em Manaus e nem em outros estados. A gente perde a eleição quando escolhe o candidato. Quem escolheu a candidata que perdeu a eleição fomos eu e o Eduardo (Braga). Nós pedimos para a presidenta Dilma apoiar a nossa candidata. A única eleição em que o Lula escolheu o candidato, que foi o Haddad, em São Paulo, ele ganhou.

O senhor já conversou com a senadora Vanessa Grazziotin após o resultado do pleito?

Conversei com a Vanessa e gostaria de dizer que foi uma alegria muito grande estar ao lado dela. É uma pessoa do bem e que cada vez mais conquistou minha simpatia e meu apreço pela lealdade e ética. Sei que a vida ainda reserva muitas alegrias para ela. Muitas pessoas não conhecem a Vanessa como eu conheço. E vou lhe dizer uma coisa: ela tem muita fé em Deus.

O senhor e o senador Eduardo Braga já sentaram para conversar sobre o por quê de perderem essa eleição?

Essas avaliações são muito subjetivas... Na derrota, todo mundo diz que não saiu derrotado e quem perdeu foi o candidato. Isso aconteceu comigo em 2008. Na vitória, o único cara que não ganha é o candidato. Todo mundo ganha por ele. Foi o que ocorreu comigo em 2010. O único que não teve voto fui eu! Tem que perguntar para cada eleitor. A única coisa que posso dizer é que a decisão da população é soberana e temos que respeitar.

 

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