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Operação 'Volta às Aulas' recolhe 293 materiais escolares irregulares em Manaus

Entre os produtos escolares que apresentaram irregularidades constatadas na operação, estão a cola branca 90g; cola de isopor 40g; compasso; folha de isopor e fita adesiva 20/01/2016 às 17:30
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De acordo com o chefe do laboratório de Pré-Medidos do Ipem-AM, Ivanildo Barros, as amostras de cola apresentaram informações incoerentes na forma e peso
acritica.com* Manaus (AM)

O Instituto de Pesos e Medidas do Amazonas (Ipem-AM) apreendeu 293 produtos escolares de um total de 3.950 materiais fiscalizados durante a operação “Volta às Aulas”, que objetiva verificar se os artigos escolares vendidos em Manaus atendem aos requisitos estabelecidos pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e tecnologia (Inmetro).

A ação, que teve início no último dia 12 de janeiro, fiscalizou 216 estabelecimentos comerciais na capital a autuou três empresas por apresentarem irregularidades na quantidade e no peso indicados das embalagens dos produtos comercializados.

Entre os produtos escolares que apresentaram irregularidades constatadas na operação, estão a cola branca 90g; cola de isopor 40g; compasso; folha de isopor e fita adesiva. Durante a fiscalização realizada nesta quarta-feira (20) em um estabelecimento comercial localizado na avenida Constantino Nery, foi identificada a ausência de informações sobre medidas e dimensões das folhas de isopor e nas fitas adesivas. No mesmo local foram recolhidos 208 compassos devido à ausência da certificação Inmetro.

De acordo com o diretor-presidente do Ipem-AM, engenheiro Márcio André Brito, as empresas que apresentaram infrações têm um prazo de dez dias para apresentar defesa escrita junto ao Ipem-AM. As multas variam entre R$ 1.800 a R$ 1,5 milhão.


“O Ipem intensificou nesse período, a fiscalização de materiais escolares para garantir que os pais e consumidores paguem pelo que estão levando. Mas encontramos produtos que oferecem risco com baixa qualidade na  composição e precisão e esses materiais foram apreendidos e as empresas terão um prazo de dez dias para a defesa”.

Redução

Conforme dados do Ipem-AM, o número de irregularidades encontradas nos materiais escolares deste ano foi 12% menor, em comparação com o ano passado. A cola foi o produto que mais apresentou problemas. No exame pericial feito no laboratório do Ipem, duas marcas foram testadas e reprovadas por apresentar pesos diferentes do mencionado na embalagem. 

De acordo com o chefe do laboratório de Pré-Medidos do Ipem-AM, Ivanildo Barros, as amostras de cola apresentaram informações incoerentes na forma e peso.

“Verificamos uma grande probabilidade de erros em algumas amostras de cola branca, pois os produtos informavam nas embalagens 40 gramas, e na verdade tinham 34 gramas, uma diferença superior ao tolerado pela portaria regulamentar do Inmetro. O que queremos é que sempre o consumidor leve produtos com as informações confiáveis”.

Atenção à qualidade

Durante a fiscalização nos estabelecimentos comerciais, os pais passaram a ficar mais atentos aos materiais. A autônoma Adilan Rocha, 33, fez a compra dos itens escolares  pela primeira vez e afirmou que a fiscalização a alertou para possíveis irregularidades.

“É importante saber que nem tudo o que está exposto pode estar correto. Eu vou prestar mais atenção nesses detalhes para não comprometer o que vou levar para os estudos da minha filha”.

A administradora Carla Silva, 37, estava conferindo item por item solicitado pela escola de seus filhos e disse que é necessário averiguar cada material. “É injusto comprar algo sem ser o que está descrito nas embalagens. Vale a pena olhar tudo com muita cautela”.

Denúncias

Para denúncias e mais informações e esclarecimentos, o consumidor pode consultar a Ouvidoria do Ipem-AM, pelo telefone 0800 092 2020 ou e-mail: ouvidoriaipem@ipem.am.gov.br.

*Com informações da assessoria de imprensa