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Oposicionista, Artur quer que relação seja 'a melhor possível' com o Planalto

Em entrevista ao portal Congresso em Foco, o prefeito eleito de Manaus criticou a política econômica, chamando de medíocre o crescimento do País e defendendo a liberação de recursos para estados e municípios 24/12/2012 às 18:45
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Artur Virgílio Neto toma posse como prefeito em 1o de janeiro
acritica.com Manaus

O prefeito eleito de Manaus, Artur Virgílio Neto (PSDB), disse, em entrevista ao portal Congresso em Foco, na última semana, que pretende se relacionar da melhor maneira possível com o Planalto após tomar posse. Oposicionista ferrenho durante o governo Lula, o tucano teceu críticas ao Governo Federal e classificou o crescimento econômico do País como medíocre.

"Numa democracia não se pune o povo, o povo elege quem quer. Em Manaus, decidiu me eleger. Creio que minha obrigação seja trabalhar e honrar os compromissos, bem como é obrigação do governo federal ajudar no meu trabalho, para que eu cumpra meus compromissos. O nome disso é republicanismo”, frisou à reportagem do portal.

Após ocupar posições de destaque como ministro no governo Fernando Henrique Cardoso e líder tucano no Senado, agora, no papel de prefeito, às vésperas da posse, ele defende o crescimento econômico a partir do desenvolvimento de estados e municípios.

Virgílio assegura, ainda, que para garantir o crescimento do País serão necessárias reformas estruturais, as quais não ocorrem no País há pelo menos 12 anos. Ele chama de retrocesso o fato de, “pela primeira vez desde a estabilidade econômica, termos um orçamento a ser votado fora do ano-base. Vejo como sinais ruins”, e sugere à Presidência da República uma saída para o que ele chama de crescimento medíocre em que está enjaulado o governo.

“Tem três caminhos a fazer: um, estrutural, muito claro, é promover um novo pacto federativo ainda no governo dela. O segundo: retomar as reformas estruturais, e eu digo a ela como quem já viveu esse processo por dentro – tira votos, traz antipatias, mas alavanca o crescimento do Brasil. E o terceiro: simplesmente pegar toda essa massa de dinheiro que está entocada, enfurnada nos ministérios e liberar os recursos para prefeituras e governos de estado que tenham projetos hábeis.”.

O prefeito eleito diz que tem mantido contato com ministros e tem recebido sinais positivos. Artur garante que está elaborando projetos que viabilizem a liberação de recursos federais para a capital amazonense. Para ele, o fato de ser oposição não significa que haverá resistência do governo federal neste quesito.


Com informações do Congresso em Foco.