Publicidade
Cotidiano
JUSTIÇA

Pai e madrasta são condenados a mais de 12 anos de prisão por morte de menina Grazielly

O tio de Grazielly, de 9 anos, foi absolvido. Menina foi morta por asfixia em 2015 na cidade de Autazes porque pai não a reconhecia como filha 17/01/2018 às 22:05 - Atualizado em 18/01/2018 às 09:35
Show whatsapp image 2018 01 17 at 21.14.05
Foto: Comarca de Autazes
acritica.com Manaus (AM)

Gilbervan de Jesus Elói e a companheira dele, Gilmara França de Sousa, foram condenados a 12 anos, 11 meses e 3 dias de prisão pela morte da menina Grazielly dos Santos Costa, de 9 anos. O julgamento terminou na noite desta quarta-feira (16), no Fórum Desembargador Aristófanes Bezerra de Castro, em Autazes (município a 110 quilômetros de Manaus).

A pena do casal desconta o tempo de prisão provisória já cumprido por eles. Os crimes imputados foram homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. O réu Gilbermilson de Jesus Elói foi absolvido no júri popular.

De acordo com o inquérito policial que serviu de base para a denúncia do Ministério Público (MP), a motivação do crime teria sido o fato de Gilbervan não reconhecer Grazielly como filha, o que levou a mãe da criança, com quem ele tivera um relacionamento, a ingressar com ação de investigação de paternidade para garantir o pagamento da respectiva pensão alimentícia.

O caso

Segundo a apuração policial, Grazielly, que, na época, tinha 9 anos, foi raptada a caminho da escola, na tarde do dia 17 de junho de 2015, por ocupantes de um carro vermelho. O corpo da criança foi encontrado dois dias depois, nas matas da localidade conhecida como Ramal do Tumbira e o laudo pericial apontou morte por asfixia.

O carro usado no rapto seria de propriedade de Gilbervan e os dois outros ocupantes do veículo seriam Gilbernilson (tio de Grazielly) e Gilmara (madrasta), conforme a denúncia do MP.

Julgamento

A sessão do júri presidida pelo juiz Cid da Veiga Soares Júnior, titular da Vara Única da Comarca de Autazes, começou na terça-feira (15), mas foi suspensa em seu primeiro dia com apenas 11 das 35 testemunhas programadas sendo ouvidas. O júri popular deveria ocorrer em novembro de 2017, mas foi remarcado em virtude da ausência de duas testemunhas.