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Paixão pela farmácia: farmacêuticos comemoram seu dia nacional nesta quarta (20)

Profissionais locais comentam os importantes projetos realizados pela categoria no Amazonas, como o ‘Dr. Vida’ e o ‘Farmácia em Ação’ 20/01/2016 às 15:41
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A profissão de farmacêutico tem origem nos antigos boticários e apotecários, especialistas na utilização e criação de remédios
Hellen Miranda Manaus (AM)

A paixão pela farmácia surgiu quando ela conheceu o marido, que veio de uma família tradicional em drogarias na cidade. E, dessa paixão, surgiu o projeto Doutor Vida.

“O projeto veio com a necessidade da comunidade e tem como foco o contato humano, retomando o atendimento personalizado do farmacêutico mais próximo ao cliente”, explicou a farmacêutica Denise Mousse, pioneira no ramo.

Dedicada à profissão, ela celebra nesta quarta-feira (20), junto com os colegas da área, o Dia Nacional do Farmacêutico. “Realmente sou apaixonada pela farmárcia, pois nela me encontrei, de fato”, declara. 

A profissão de farmacêutico tem origem nos antigos boticários e apotecários, que eram especialistas na utilização de remédios e na criação de novos fármacos para tratamentos de diversas doenças ou mesmo na criação de perfumes e, muitas vezes, substituíam os médicos, que, na época, eram poucos, sendo, em muitos casos, a única chance de vida daqueles que não tinham acesso a hospitais.

A categoria vem desenvolvendo vários projetos importantes no Estado, como o próprio Dr. Vida, aprovado pelo Ministério da Saúde em novembro do ano passado.

“Queríamos um espaço exclusivo, com bom atendimento, confortável e bonito para conversar e orientar os pacientes da melhor forma. O foco, de início, era o diabético, mas a procura por outras situações, como a pressão alta, permitiu que orientássemos também nesses casos”, explica Denise Mousse, que também é bioquímica. 

O espaço onde funciona o ‘Dr. Vida’ é uma extensão da Drogaria do Júnior, localizado na rua Professora Isaura Barroncas, n°1, Alvorada 1, Zona Oeste. Nele, são  oferecido produtos diet e sem açúcar, seringas para insulina, aparelhos medidores e anamnese, além de testes de glicemia capilar, aferição de pressão arterial e temperatura corporal, entre outros atendimentos da assistência farmacêutica.

“É bom deixarmos claro que todo o procedimento dentro do espaço não tem efeito de diagnóstico e nem substitui a consulta médica. É uma orientação e prevenção dada pelo farmacêutico, pois a prevenção ainda é o melhor remédio”, reforça Denise Mousse.

Farmacêuticos em Ação

Outro programa de sucesso da categoria é o “Farmacêutico em Ação”, realizado pelo Conselho Regional de Farmácia (CRF-AM). “O projeto existe desde meados de 2013, quando reuniu um pequeno grupo de profissionais e, de lá pra cá, só vem crescendo na qualidade do serviço de saúde. O nosso objetivo é levar assistência farmacêutica, além de firmar a valorização do profissional de Farmácia”, disse a presidente do CRF-AM, Ednilza Guedes.

A primeira edição da ação de 2016 aconteceu no último domingo, no calçadão da Ponta Negra, Zona Oeste, para comemorar dois anos de atividades do projeto e a data alusiva ao dia do Farmacêutico.

Na ocasião, participaram diversos profissionais de saúde, que realizaram atendimentos e assistência preventiva, como orientações sobre o uso racional de medicamentos, distribuição de material informativo, teste capilares de glicemia e aferição de pressão arterial. 

Além da capital, o programa  atendeu alguns municípios do Amazonas, como Itacoatiara e Presidente Figueiredo. Com o sucesso do “Farmacêuticos em Ação”, a lider da categoria demonstra interesse em outro programa, realizado em alguns estados brasileiros.

“Seria um centro de referência de diabetes, onde o tratamento seria total: por exemplo, se essa pessoa precisasse de um cardiologista, dermatologista, ginecologista ou psicólogo, ele encontrará tudo nesse espaço. Além de ser um ambiente onde receberia insulinas, orientações de nutricionistas e palestras”, revela Ednilza Guedes, que começou na área da saúde há cerca de 30 anos.

Blog - Dra. Thaty Freitas (farmacêutica)

"Comecei no sistema público em 2005, como auxiliar de serviço gerais e, por iniciativa própria, iniciei no curso de farmácia e me identifiquei com a atenção farmacêutica, onde podia conversar, acolher e orientar as pessoas que me procuravam. Passei por dificuldades e preconceitos, mas fui à luta e não desisti. Isso me motivou para idealizar possíveis projetos, como o esboço de um que funcionaria como uma ‘bolsa medicamentos’, para auxiliar na falta de medicamentos em UBS por algum motivo, e daí vai se encaixando nas possibilidades de conseguir em outro local que ofereça. Outro projeto é em relação ao acolhimento da classe LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) para dar direcionamento, informações sobre doenças, prevenção e tratamento”.