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Cotidiano
SAÚDE

Paralisação de cirurgias vasculares no Estado será objeto de ação do MPE

O problema é ocasionado pelo fim do contrato entre o Governo do Estado e a empresa Univasc, que ocorreu em agosto. As cirurgias estão suspensas em três hospitais 24/09/2017 às 18:15
Show 28 de agosto
O hospital 28 de Agosto é uma das unidades onde atuam profissionais da Univasc e que deve ter os serviços afetados (Foto: Arquivo AC)
acritica.com* Manaus (AM)

Desde deste domingo (24), todos os procedimentos de urgência e emergência em cirurgia vascular estão paralisados nos hospitais 28 de Agosto, Platão Araújo e João Lúcio (adulto e infantil). O problema, ocasionado pelo fim do contrato entre Governo do Estado e a empresa União Vascular de Serviços Médicos  (Univasc), que ocorreu em agosto, será objeto de uma ação civil pública junto ao Ministério Público Estadual (MPE).

De acordo com uma médica, vinculada à Univasc, que não foi identificada para evitar represálias, pelo menos 134 pacientes, a maioria diabéticos, deverão ficar sem assistência nos próximos dias, o que ela considera um grande risco. A médica alertou também que, com a paralisação dos especialistas da Univasc, só sobrarão quatro cirurgiões vasculares atuando no sistema público estadual de saúde.

A informação foi confirmada pelo deputado estadual Sidney Leite (Pros), que recebeu a denúncia de um paciente do hospital 28 de agosto e anunciou que vai ingressar com a ação esta semana, para que os procedimentos seja retomados imediatamente.

 Prejuízos

A Univasc presta serviço de urgência e emergência com atendimento e realização de cirurgia vascular, nos hospitais João Lúcio (adulto e infantil), 28 de Agosto e Platão Araújo. De acordo com informações fornecidas pela assessoria do deputado, a  Univasc tinha 25 profissionais à disposição do Estado. Esses médicos  atendem pacientes com emergências hemorrágicas graves, diabéticos ou com alguma complicação sanguínea.

Segundo informações obtidas junto à diretoria financeira da Univasc, o contrato com a Susam era de R$ 680 mil/mês. Apesar do contrato ter encerrado em agosto, o repasse não vinha sendo feito regularmente desde maio deste ano.

Pagamentos atrasados

Segundo o deputado, o motivo da paralisação dos médicos vasculares acontece em virtude do contrato expirado entre a Univasc e o Governo do Amazonas desde agosto. Além de não haver contrato desde o mês anterior, os médicos cirurgiões vasculares estão sem receber pagamento há quase cinco meses. “Esse é um serviço de extrema importância e o Estado não poderia deixar isso acontecer. Infelizmente isso também está acontecendo com todas as empresas médicas que prestam serviço para o Estado. Isso não pode continuar, são vidas que estão em questão”, disse Sidney, ao afirmar que o Estado pode resolver o problema, se tiver boa vontade. “Se a Susam quiser, pode pedir dispensa de licitação e recontratar o serviço. O que não pode é esperar que o pior aconteça”, acrescentou.

Sem resposta

A reportagem de A CRÍTICA entrou em contato com a assessoria de comunicação da Secretaria Estadual de Saúde (Susam) para questionar sobre a renovação do contrato com a Univasc e a continuidade dos serviços nas unidades, mas não obteve retorno até o fechamento desta ed