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Paralisação de médicos de planos particulares pode atingir 300 mil usuários no Amazonas

Conforme o Simeam, os pacientes serão previamente informados da suspensão do atendimento, podendo ter suas consultas e procedimentos eletivos reagendados. Os atendimentos de urgência e emergência serão mantidos. A paralisação, que ocorre em âmbito nacional, pode ocorrer em outubro  27/09/2012 às 13:34
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Presidente do Simeam diz que os médicos exigem melhor assistência para os pacientes e valorização da medicina
Thiago Gonçalves Manaus (AM)

Médicos de todo o país farão uma mobilização, entre os dias 10 e 25 de outubro, contra supostos abusos cometidos por planos e seguros de saúde e pela desvalorização dos seus honorários. O início do protesto será marcado por atos públicos como assembleias, caminhadas e concentrações. Os profissionais da área da saúde privada poderão paralisar atividades durante o referido período. No Amazonas, as reuniões que decidirão as formas das manifestações já começaram.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam), Mário Vianna, poderá ocorrer a interrupção, por tempo determinado, de consultas e outros procedimentos realizados por meio dos convênios. “Estamos estudando em reuniões sobre a paralisação por tempo determinado. Não está bem definido, mas poderá haver sim”, afirmou.

Ainda de acordo com o presidente do Simeam, os supostos abusos que são alvo de protestos são ligados à burocratização de autorização de procedimentos médicos, de marcação de consultas e o aumento dos valores dos planos de saúde. “Os protestos são contras todas as dificuldades encontradas pelos usuários, pela interferência dos planos de saúde, por exemplo, nos procedimentos médicos-cirúrgicos”, disse Viana.

No Amazonas existem aproximadamente 300 mil usuários de planos de saúde. O representante do sindicato dos médicos enfatizou que existe grande insatisfação dos usuários pelos serviços prestados no Estado e dificuldade nos diálogos com as empresas prestadoras dos serviços privados.

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Conforme o Simeam, os pacientes serão previamente informados da suspensão do atendimento, podendo ter suas consultas e procedimentos eletivos reagendados. Os atendimentos de urgência e emergência serão mantidos. As mobilizações serão articuladas pelas Comissões Estaduais de Honorários Médicos.

Reivindicações
Os médicos reivindicam reposição salarial das perdas dos honorários de consultas e outros procedimentos, bem como a inserção nos contratos de critério de reajuste, com índices definidos e periodicidade, por meio de negociação coletiva. O último reajuste foi de 60% em dez anos, de acordo com a categoria.

O movimento aposta na aprovação do Projeto de Lei 6964/10, que garante o reajuste anual e torna obrigatória a existência de contratos escritos entre as operadoras e seus prestadores de serviços. O projeto se encontra em fase final de tramitação na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados.

Insatisfação
Segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), a percepção de 66% dos usuários é de que os planos  de saúde colocam restrições em diversas etapas para realização de exames de maior custo e, para (53%), os planos restringem o tempo de internação hospitalar.