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Cotidiano
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Parceria pode viabilizar intercâmbio de estudantes do Amazonas na Itália

Durante participação no 2º Sintes, representante do consulado sinaliza realização de intercâmbio de estudantes 11/05/2016 às 05:15 - Atualizado em 11/05/2016 às 17:30
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Augusto Bellon participou do 2º Seminário de Tecnologia e Sustentabilidade, promovido pela Câmara de Comércio Itália-Brasil e Vara do Meio Ambiente do TJ-AM (Divulgação/Ufam)
Luana Carvalho Manaus (AM)

Durante o 2º Seminário Internacional de Tecnologia e Sustentabilidade (Sintes), realizado na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), o diretor do departamento de educação do Consulado Geral da Itália, Augusto Bellon, sinalizou interesse em viabilizar parcerias entre a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e instituições de ensino  italianas.

Ontem à tarde, depois de uma palestra sobre intercâmbios, ele se reuniu com representantes do Departamento de Relações Internacionais da Ufam para discutir propostas. “Pretendo conhecer mais sobre a realidade da universidade e dar uma mapeada nos recursos. Nesta primeira conversa, podemos ter uma base do que se pode fazer. Eu, como facilitador, quero promover essa relação com a Itália para começar este trabalho”, disse.

Depois que o programa Ciência sem Fronteiras teve os incentivos congelados pelo governo federal em razão da atual crise econômica brasileira, muitos universitários que sonhavam em fazer um intercâmbio no exterior se frustraram com o corte. Bellon lembrou que, na última seleção, quatro mil brasileiros foram para a Itália estudar em diversas áreas.

“É uma pena que o maior programa de incentivo a estudos do governo federal tenha estacionado, pois era um excelente meio de promover o intercâmbio cultural entre estudantes. A Itália tem uma tradição e trabalhos sérios em diversas áreas do conhecimento que poderiam ainda estarem sendo compartilhados”, avaliou.

Para se ter uma ideia, uma das instituições mais conhecidas do País, a Universidade de Bolonha, existe desde o ano 1.200. “Temos cursos de excelência tanto na área de humanas, quanto de ciência, gastronomia, design, moda, tecnologia de aeronave espacial, entre outras”, afirma.

Augusto também citou a importância da cooperação internacional entre as instituições de ensino, que desempenham um papel cada vez mais importante e estratégico na  educação, tornando-se elementos fundamentais para a melhoria da qualidade profissional.

“Estudar no exterior está cada vez mais fácil, visto que o jovem globalizado tem mais acesso a outras culturas e informações pela internet. Hoje  em dia é possível, inclusive, estudar um idioma gratuitamente pela internet. Os programas de intercâmbios e de projetos de pesquisa ampliam horizontes de formações. Para isso, é preciso que o aluno tenha um objetivo e foco”.