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Cotidiano
Política

PDT decide expulsar Hissa e mais cinco deputados que votaram pelo impeachment

O parlamentar do Amazonas e seus colegas se mostraram contrários à decisão do PDT e votaram a favor do prosseguimento do impeachment da presidente Dilma Rousseff 18/04/2016 às 14:43 - Atualizado em 18/04/2016 às 22:41
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“Peço desculpas ao PDT nacional, mas não poderei os seguir nesta questão. Voto SIM pelo impeachment”, disse Hissa na sua página oficial no Facebook (Foto: Clóvis Miranda)
Vinicius Leal Manaus (AM)

A direção do Partido Democrático Trabalhista (PDT) decidiu, nesta segunda-feira (18), expulsar o deputado federal pelo Amazonas Hissa Abrahão e mais cinco outros parlamentares da sigla que contrariaram a ordem do partido e votaram “sim” pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, na votação que ocorreu ao longo deste domingo (17) na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Além de Hissa, também devem ser expulsos Mario Heringer (MG), Sérgio Vidigal (ES), Giovanni Cherini (RS), Flávia Morais (GO) e Subtenente Gonzaga (MG). Caso seja realmente expulso, Hissa – que também é presidente estadual do PDT no Amazonas – perderá a oportunidade de ser candidato a prefeito de Manaus nas eleições municipais deste ano, já que o prazo para trocar de partido se esgotou no mês passado.

A decisão do PDT de apoiar Dilma foi tomada em dezembro e referendada pelo Diretório Nacional do partido em janeiro deste ano. O presidente nacional da sigla, Carlos Lupi, já havia dito que a bancada do partido na Câmara teria que votar contra o impeachment, caso contrário os desobedientes seriam expulsos, como mostrou a coluna Sim & Não do Portal A Crítica da última sexta (15). “Não há opção. Ou votamos contra o impeachment ou todos que não seguirem essa determinação estarão sujeitos às sanções”, disse.

Agora, o PDT vai iniciar o processo de expulsão dos seis parlamentares, garantindo o direito de defesa e, em seguida, o parecer da decisão vai ser submetido ao Diretório Nacional da sigla, convocado para acontecer no dia 30 de maio, na cidade do Rio de Janeiro. Os deputados que forem dirigentes estaduais, caso de Hissa, deverão ser também destituídos dos cargos.

Em nota enviada à imprensa, o deputado Hissa Abrahão declarou que não foi notificado oficialmente sobre a decisão do PDT. “Hissa Abrahão ressalta que a partir da notificação vai reunir os seus advogados para apresentar defesa prévia dentro do prazo (30 dias) estipulado pelo estatuto pedetista”, consta na nota.

Em sua página oficial no Facebook, Hissa explicou a sua votação pelo impeachment. “Em minha posição e minha história não existem laços com o PT, não devo nada a eles, devo somente ao povo. Entendo e respeito o compromisso do partido, porém, porque eu renunciaria à minha história em favor de algo que nunca defendi? Tenho e sempre terei satisfação em servir ao PDT, assim como passei toda minha vida política servindo a outro partido, no entanto, jamais deixarei de ser eu mesmo”.

O deputado federal continua: “Por isto amigos, mesmo sabendo que posso sofrer graves sanções partidárias, que posso ser expulso do PDT, e, ter minha candidatura à Prefeitura de Manaus, que hoje conta com grande apoio popular, seriamente comprometida, peço desculpas ao PDT nacional, mas não poderei os seguir nesta questão. Voto SIM pelo impeachment”.

Atualmente Hissa está em Brasília (DF) e deverá viajar para Manaus onde nesta terça-feira (19), às 15h, pretende conceder uma coletiva de imprensa para explicar as razões do seu voto a favor do impeachment, e as consequências para as eleições de 2016. O local da entrevista será no escritório de representação política de Hissa, na rua Rio Içá, 17, conjunto Vieiralves, bairro N. S. das graças, na Zona Centro-Sul de Manaus.