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Cotidiano
Prisão Prefeito

Pedido de soltura de prefeito em exercício de Tapauá é negado

Desembargador Domingos Chalub justificou a indeferimento do pedido de soltura de Carlos Gonçalves (PMDB) que está preso desde o último sábado, 31. 02/01/2012 às 11:39
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O prefeito em exercício de Tapauá, Carlos Gonçalves, foi preso no sábado
Joelma Muniz, Rosiene Carvalho e Lúcio Pinheiro Manaus

O desembargador do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) Domingos Chalub, justificou nesta segunda-feira (2), em entrevista coletiva os motivos pelos quais manteve a ordem de prisão preventiva para o prefeito em exercício de Tapauá (a 449 quilômetros de Manaus), Carlos Gonçalves (PMDB).

Chalub ressaltou que sua avaliação do caso não diz respeito à culpabilidade do prefeito acusado. Segundo o magistrado a medida visa, dar tranqüilidade para o andamento das investigações, que estão sendo realizadas pelo delegado de polícia da cidade, Rildo da Costa Santos.

“A prisão preventiva responde a três necessidades: de justiça, para impedir a fuga do acusado; de verdade, para impedir que atrapalhe as indagações da autoridade, que destrua a prova do delito e intimide as testemunhas; de defesa pública, para impedir aciertos facinorosos (que durante o processo continuem os ataques no direito alheio”, ressaltou o desembargador.

A prisão do prefeito em exercício de Tapauá Carlos Gonçalves foi decretada com base num pedido feito pelo chefe de polícia da cidade, Rildo Santos. O delegado acusa Carlos Gonçalves de tráfico de drogas. Segundo o chefe de polícia, chegou ao município no último dia 22 de dezembro um avião da empresa Jamil Tur com três caixas de sapato. O delegado disse que a encomenda era destinada a Carlos Gonçalves e nela havia maconha.

Ainda segundo o chefe de Polícia, parte da droga foi queimada na pista do aeroporto da cidade. À reportagem, na última sexta-feira, Carlos Gonçalves admitiu que teve contato com a droga e que presenciou o funcionário da empresa Jamil queimando a mesma temendo ser preso pelo delegado.

No entanto, negou que a encomenda fosse destinada a ele. Disse que foi ao local apenas para atender a um pedido de um amigo de infância. Carlos Gonçalves disse que o chefe de polícia o persegue e que pertence a grupo político de oposição a ele.

Antes do desembargador Domingos Chalub confirmar a negativa ao prefeito em exercício, advogado dele, Jender Lobato, estava confiante numa possível soltura. Para ele, o pedido de prisão omitiu vários fatos que favorecem o prefeito. Depois da decisão, as chamadas telefônicas não foram atendidas.