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Petistas estão em pé de guerra

Grupos pró e contra candidatura própria afiam as armas para disputa que definirá os rumos da sigla 20/02/2012 às 16:44
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Delegados decidirão se o PT terá candidato próprio ou se apoiará outra candidatura. Partido integra gestão de Amazonino Mendes
Kleiton Renzo Manaus

A vitória dos grupos ligados ao governador Omar Aziz (PSD) e ao prefeito Amazonino Mendes (PDT), na escolha dos 500 delegados que irão decidir o futuro do PT nas eleições municipais de outubro joga água fria na fervura dos deputados petistas Francisco Praciano e José Ricardo, que defendem candidatura 'puro-sangue' do partido.

De acordo com o calendário de atividades do PT, os delegados escolhidos deverão votar no próximo dia 3 de março, pelo direcionamento do partido em Manaus: se, de fato, o PT vai rachar com a orientação nacional que aponta para aliança com os partidos aliados do governo Dilma, ou se segue com nomes próprios.

“Os partidos aliados do PT em nível nacional, ainda não possuem pré-candidatos aqui. Ainda está muito cedo para discutir isso. E quem irá discutir se vamos ter candidatura própria, ou não, são os delegados”, comentou o presidente municipal do PT, Valdemir Santana, que junto com Valtair Cruz, titular da secretaria municipal de habitação (Sehaf), tiveram o maior núme ro de delegados na eleição do último domingo, e fazem parte da base do governo Amazonino.

 “Eu ainda acredito na base do partido. Nós temos 200 e eles lá tem 300 (delegados). Mas no dia 3 alguém vai ter que ir lá e dizer se advoga candidatura própria ou se apoia candidato de A ou B”, alfinetou Praciano.

 A declaração dos dois maiores concorrentes na briga interna do PT vem após A Crítica ter publicado na segunda-feira passada, que os grupos formados por Valdemir e Valtair, estão aplicando “estelionato eleitoral na base do partido”.