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Petrobras declara “guerra” a atrasos, diz Graça Foster

A medida austera, segundo a presidenta da estatal nacional, visa evitar perdas de receitas importantes para o próximo ano. Foster disse que o preço do diesel e gasolina no Brasil ainda está defasado, mas a empresa deve manter a política de resjuste médio a longo prazo 29/10/2012 às 15:05
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A Presidenta da Petrobras, Graça Foster, durante uma audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos no Senado
Vitor Abdala/Agência Brasil Rio de Janeiro

A presidenta da Petrobras, Graça Foster, disse nesta segunda-feira (29) que a Petrobras está em “guerra” contra atrasos para evitar a perda de receitas importantes nos próximos anos. Ela citou como exemplos de atrasos as novas sondas contratadas, montadas no exterior e que demoraram cerca de dois anos para ficarem prontas. Mesmo período que atrasou a construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, a qual só deve ser concluída em 2014.

“O pessoal que trabalha comigo sabe que eu odeio atraso. Se [os navios, plataformas e sondas] não entrar [em operação] do jeito que está previsto, não consigo atender à curva de produção. Virou uma guerra, uma catástrofe na Petrobras atrasar projeto. Se você atrasou, você não produz, não gera receita”, disse.

Em palestra na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Foster disse que o preço do diesel e da gasolina no Brasil ainda está defasado. Segundo a presidenta, a Petrobras não pretende aumentar o preço da gasolina todo dia ou todo mês e que a empresa deve manter a política de reajuste de médio e longo prazo, para evitar a volatilidade do preço do petróleo no mercado internacional.

“Aumentar a gasolina todo dia, todo mês, todo trimestre não favorece à Petrobras, porque somos uma empresa de investimentos de médio e longo prazo. Hoje, os preços do diesel e da gasolina estão defasados [em relação ao preço internacional]. Mas evidentemente quem investe, como a Petrobras, não pode passar longos tempos sem fazer uma recuperação de seus preços”, justificou.

Na palestra, Foster disse também que os desinvestimentos, ou seja, venda de ativos, continuarão no ano que vem, de forma a garantir os investimentos de US$ 236 bilhões previstos até 2016 em projetos prioritários, contraindo assim menos dívidas no mercado financeiro.

De acordo com a presidenta, a empresa ainda está buscando reduzir os custos operacionais e aumentar a eficiência das unidades operacionais, em especial na Bacia de Campos, atualmente principal polo produtor de petróleo do país.