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Petrobras e UFAM inauguram laboratórios para pesquisas em asfalto

As duas insituições irão desenvolver em laboratórios novas tecnologias que permitam a criação de um novo tipo de asfalto que atenda as necessidades climáticas da região amazônica. 12/07/2012 às 17:13
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Petrobras e a Universidade Federal do Amazonas irão desenvolver em laboratório novas formas de se criar asfalto
acritica.com ---

A Petrobras e a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) inauguram na sexta-feira (13), às 10h na  Faculdade de Tecnologia (FT) localizado no Setor Norte do Campus Universitário, o centro destinado ao estudo de tecnologias de pavimentação asfáltica para a região Amazônica. Ele faz parte da Rede de Tecnologia em Asfalto, sua infra estrutura contempla três laboratórios – Ligantes, Misturas Asfálticas e de Solos.

Nos laboratórios serão realizados estudos sobre o solo amazônico aplicado aos pavimentos rodoviários e aeroportuários da região. Entre as pesquisas, destaca-se a busca por soluções técnicas e ambientais para um dos principais problemas geotécnicos dos pavimentos asfálticos na região Amazônica, sua acentuada deformação permanente, que se manifesta na superfície dos revestimentos no solo, principalmente sob a forma do afundamento nos pavimentos.

Isso acontece na região Amazônica principalmente pela inexistência de agregados graúdos nas camadas estruturais, pois há escassez da matéria-prima que dá origem ao material pétreo, utilizado no pavimento. Para solucionar esse problema, as pesquisas desenvolvidas na UFAM avaliarão novos materiais como alternativas à carência dos agregados de petróleo para as misturas asfálticas.

Já para as subcamadas serão realizadas análises da mistura dos solos naturais com os materiais alternativos, tais como argila sintetizada, resíduos e produtos. Após serem testados em laboratório, os compostos serão submetidos a ensaios que reproduzirão as condições do pavimento. Além disso, no laboratório serão estudados métodos para evitar o desgaste por fadiga, principal mecanismo de ruptura verificado nos revestimentos asfálticos no Brasil, provocado principalmente pela repetição das cargas alternadas.