Publicidade
Cotidiano
ECONOMIA

PIB do Amazonas cai 5,4% e é o segundo pior do Brasil, aponta IBGE

Informações foram divulgadas nesta quinta-feira (16) pelo órgão. Números são relativos ao ano de 2015 16/11/2017 às 15:57 - Atualizado em 16/11/2017 às 15:59
Show pib
Foto: Arquivo/AC
acritica.com Manaus (AM)

O Produto Interno Bruto (PIB) do Amazonas sofreu queda de 5,4%. As informações foram divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (16). Com o resultado, relativo ao ano de 2015, o Estado fica em penúltimo lugar no ranking, atingindo a segunda pior porcentagem comparada aos estados brasileiros, perdendo apenas para o Amapá.

Segundo o IBGE, a soma de bens e serviços no Amazonas chegou a R$ 86,56 bilhões em 2015. O valor representou uma variação corrente do PIB de -0,1%, apesar da variação do valor adicionado bruto ter sido positiva e igual 1,1%.

“Isso significa que a queda na arrecadação de impostos teve impacto sobre o resultado corrente e, consequentemente, sobre a perda de participação, que caiu de 1,5% para 1,4%”, pontuou o IBGE.

O órgão informou ainda que em termos e variação em volume, o resultado do PIB do Amazonas indicou uma retração maior que a média nacional. Enquanto o Brasil verificou queda de 3,5%, o estado caiu 5,4%.

Agropecuária

Segundo o IBGE, a agropecuária teve participação de 8,0% no total do valor adicionado bruto amazonense em 2015, o que significou um avanço de 0,8% em relação ao ano anterior, justificado pela variação de preços da mandioca e do açaí em Agricultura, inclusive apoio à agricultura e pós colheita. Em volume, porém, o setor caiu 0,3% devido aos baixos desempenhos de produção florestal, pesca e aquicultura e pecuária, inclusive apoio à pecuária.

Conforme o órgão, o Amazonas no ano de 2015 registrou 191.325 toneladas de produzidas na lavoura permanente, um aumento de 24,7% referente ao ano de 2014. Essa produção equivale à receita de R$ 373.901 mil contra R$ 270.476 mil em 2014.

“Podemos destacar os principais produtos da lavoura permanente a banana, laranja e maracujá. Na lavoura temporária, foi produzido no ano de 2015 1.194.434 toneladas, um decrescimento de 11,7%, quando se compara com o ano de 2014. O valor da produção de 2015 registrou R$ 988.122 mil, contra R$ 1.005.265 mil em 2014. Os principais produtos foram a mandioca, abacaxi e melancia”.

Indústria

A indústria no Amazonas perdeu participação relativa no total da economia do estado, saindo de 34,5% em 2014 para 33,3% em 2015. Em termos de variação de volume, foi Indústrias de Transformação com recuo de 11,9%, o principal responsável pelo resultado do setor, com destaque para a fabricação de produtos de metal, materiais elétricos e produtos eletrônicos; que tem importância no estado devido à Zona Franca de Manaus.

“Cabe ressaltar, entretanto, que Indústrias de transformação manteve a primeira posição entre as atividades de maior participação na economia amazonense, além de ser a unidade de federação em que tal atividade possui o maior valor relativo: 23,9% em 2015”,

Para a Seplancti, a produção física do Estado apresentou um recuo de 17,03%, sendo os principais produtos investigados com queda na suas produções, aparelho de telefone celulares (-30,04%), motocicletas, motonetas e ciclomotores (-23%), televisor com tela LCD (-25,80), laminas e cartuchos (-71,28), tendo uma queda na quantidades de empresas do Polo industrial de Manaus de 2,64%, exerceram os principais impactos negativos.

“O impacto negativo na indústria consequentemente foi sentido na geração de empregos, onde houve uma redução de 24,98% de empregados no Polo Industrial, na comparação de 2015 com relação a 2014”.

Ainda segundo a Seplancti, a indústria extrativa mineral exerceu um grande impacto para o recuo do setor industrial, quando compara-se o ano de 2015 com o ano de 2014, houve um recuo de 27,35%, consequentemente isso foi afetado na arrecadação da compensação financeira pela exploração de recursos minerais, onde essa queda foi de 9,34%. A produção de petróleo também foi outro fator que influenciou para a queda da indústria, com recuo de 6,08%.

Serviços

No setor de serviços, atesta-se variação em volume de -1,7%. A atividade administração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social, que já detinha a maior participação no setor em 2014, apresentou elevação em volume de 3,7% em 2015; resultado influenciado pelo incremento na produção ambulatorial e de internações.

Em contrapartida, comércio, manutenção e reparação de veículos automotores e motocicletas e atividades Imobiliárias, segunda e terceira atividade de maior participação no setor, respectivamente, caíram em volume, influenciando o desempenho de serviços.

Para a Seplancti, a atividade de serviços quase não houve variação, onde o ICMS de serviços teve uma variação positiva de 0,7% na comparação com o ano de 2014. A venda do comércio varejista ampliado foi o ramo do comércio que teve o maior impacto negativo, na comparação havendo um recuo de 10,52%, cujo os meses que mais variaram foram outubro e novembro com -16,9% e -17,9% respectivamente.