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Cotidiano
Polícia, Assassinato, Violência Contra a Mulher, DEHS

Polícia deve ouvir em casa os familiares da adolescente morta com um soco em Manaus

Temor de represálias por parte da família da vítima estaria contribuindo para que as investigações policiais tenham andamento  03/01/2012 às 14:38
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Além de temer represálias, mãe da vítima estaria se recuperando do resguardo do quinto filho
Síntia Maciel Manaus

Até a próxima sexta-feira (6) a delegada titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Maria Cristina Portugal, deve ouvir os depoimentos dos familiares da adolescente Thais Nascimento Martins, 16, morta no último dia 1º, em decorrência de um soco, desferido pelo namorado Honda Duarte, o “Bebeco”, que está foragido.

Dois dias após o crime, familiares e testemunhas do caso ainda não haviam comparecido à sede da DEHS, no bairro Tancredo Neves, Zona Leste de Manaus.

A delegada titular da referida especializada pretende ir até a casa da mãe da vítima, Gracily Nascimento Martins, 34, no bairro Raiz, Zona Sul de Manaus, em virtude das declarações prestadas sobre o crime. Em entrevista a uma equipe do jornal A Crítica, no dia 1º de janeiro, Gracily disse que temia represálias por parte de “Bebeco” e que por conta disso não procuraria a polícia. O fato de estar se recuperando do resguardo do quinto filho, também teria contribuído na decisão de Gracily.

“A polícia não pode deixar de investigar um caso. Se a família está temerosa, nós iremos até ela, pois é necessário que haja um perfil da vítima, informações da família, para auxiliar nos trabalhos de investigação e na prisão do autor do crime”, explica a delegada, que deverá acionar uma equipe do Projeto Ame a Vida, para acompanhá-la.

Ainda de acordo com a delegada Maria Cristina Portugal, as investigações do caso irão revelar se “Bebeco” teve ou não intenção de matar a adolescente com o soco que a atingiu no pescoço, provocando o deslocamento da coluna cervical da vítima.

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Nessa segunda-feira (2), a fotografia de “Bebeco”, foi divulgada por familiares da adolescente. Praticante de jiu-jítsu e considerado uma pessoa violenta, o suspeito morava nas proximidades da casa da família de Thaís, no bairro Raiz.