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Polícia e Secretária reforçam segurança no lado de fora dos presídios do Amazonas

O lançamento da operação 'Muralha' aconteceu nesta sexta-feira (19), no auditório do Colégio Militar da Policia Militar, Marcantônio Vilaça 2, com a presença do comandante geral da PM, Almir David, e do secretário da Sejus, Márcio Rys 20/10/2012 às 12:57
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Segundo comandante da PM, Almir David, policiamento será de 24 horas
Joana Queiroz ---

A Polícia Militar e a Secretaria de Justiça e de Direitos Humanos (Sejus) deflagraram nesta sexta-feira (19), a operação “Muralha”, que tem como objetivo garantir a segurança e reforçar o policiamento efetivo no torno das unidades prisionais de Manaus, a fim de evitar fugas de presos.

O lançamento da operação aconteceu ontem pela manhã, no auditório do Colégio Militar da Policia Militar, Marcantônio Vilaça 2, localizado na avenida Max Teixeira, Cidade Nova, Zona Norte, com a presença do comandante geral da Polícia Militar, Almir David, e do secretário da Sejus, Márcio Rys.

De acordo com Rys, desde ontem, 80 policiais militares estão fazendo policiamento nas áreas onde ficam os presídios e depois de um mês, serão 250. Os policiais vão fazer ronda em volta das unidades durante 24 horas, com abordagens e revistas a pessoas que forem encontradas nas proximidades.

As rondas serão feitas com viaturas e também a polícia montada. Esta última vai atuar nos locais de difícil acesso onde os veículos não conseguem entrar. Para Rys, isso é uma prioridade. Segundo ele, para facilitar o acesso da polícia ao redor do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), onde estão o regime fechado, o semiaberto e a cadeia Feminina, foi aberta uma área e asfaltada para que as viaturas possam circular.

Ontem, o secretário disse que foram abertas sindicâncias nos três casos de fuga: do regime fechado do Compaj; da Casa de Detenção Provisória (CPD) e da cadeia pública Raimundo Vidal Pessoa, mas ainda não foram concluídas. Ele disse que ainda não dá pra dizer se houve facilitação ou não. “Se for comprovado que houve alguma facilitação, o responsável não ficará impune”, disse Rys.

A medida foi tomada depois que aconteceram três fugas em 60 dias, totalizando 33 internos que conseguiram escapar das unidades prisionais. Na última, ocorrida há uma semana, foi atribuída a falha no policiamento externo, que é feito pela Polícia Militar.

No momento da fuga não havia nenhum policial nas guaritas do alto da muralha. O comandante da Polícia Militar, coronel Almir David, disse que o policiamento dos presídios havia sido reduzido.