Publicidade
Cotidiano
Notícias

Polícia Federal do Amazonas recebe barcos especiais de combate a crimes

Barcos que vão operar foram dotados  de metralhadoras de fabricação alemã HK, modelo MAG4, calibre 556, e calibre 762 03/06/2012 às 18:29
Show 1
Armamento vai engatado na proa da nova lancha que pode chegar a desenvolver a velocidade de 100 km/h; oficiais do EUA forneceram o treinamento
Joana Queiroz Manaus

A Polícia Federal do Amazonas recebeu, na semana passada,  5 lanchas modelo flexboat equipada com parabalas, artilhadas com metralhadoras de fabricação alemã HK modelo MAG4, calibre 556 e calibre 762, com capacidade de disparar de 600 a 1.000 tiros por minuto. A proa também está equipada com parabalas. Os motores dois motores de 225 HP cada uma.

As mesmas serão classificadas como embarcações de abordagem de alta velocidade  que serão utilizadas na repressão aos crimes  como o tráfico de droga, de pessoas, descaminho, contrabando e ambientais. Além das lanchas a PF do Amazonas adquiriu armas de grosso calibre e outros equipamentos.

De acordo com o superintendente da Polícia Federal do Amazonas, delegado Sérgio Fontes, os novos equipamentos capacitam a instituição para  uma nova realidade de repressão aos crimes que acontecem nos rios, principalmente quando se fizer necessários um enfrentamento maior. “O que eu quero dizer é que estamos prontos para abordar e reagir à altura num provável confronto com criminosos que tentam desafiar a polícia, com os traficantes de droga que estão utilizando fuzis de guerra em suas ações”, disse o superintendente.

O superintendente disse que a necessidade de um aparelhamento da Polícia Federal de acordo com essa nova realidade foi constatada depois do confronto entre membros de uma organização criminosa de narcotraficantes e uma patrulha da Polícia Federal que resultou na morte dos agentes da Polícia Federal Leonardo Matzunaga Yamaguti, 26; e Mauro Lobo, 43. O agente Charles Nascimento, 35, ficou ferido durante o confronto, em novembro do ano passado. “Embora eu acredite que esse foi um caso isolado, precisamos estar à frente de alguns criminosos ousados”, disse.

As novas lanchas já estão na base fluvial da Polícia Federal, próximo à praia Dourada, no Tarumã, Zona Oeste, e deverão entrar em atividade até o final deste mês. Segundo o chefe do Centro de Integração e Aperfeiçoamento em Polícia Ambiental  (CIAPA), e do Núcleo Especial de Polícia Marítima (Nepon), Stefano Sisti, as lanchas estão sendo adaptadas e podem desenvolver até 100 quilômetros por hora.

Sérgio Fontes disse que duas das novas lanchas vão ficar na base em Manaus. As demais vão para os Municípios de Tabatinga (a 1.105 quilômetros de Manaus), Santo Antônio do Içá (a 888 quilômetros da capital) e base Anzol, em Tabatinga, que vai voltar a funcionar ainda este ano, desta vez como um posto de fiscalização itinerante. Ela foi desativada em abril de 2009.

Segundo Sérgio Fontes todas as outras lanchas da Polícia Federal foram reformadas, por meio de um convênio com o Ministério da Pesca. Há ainda uma proposta de convênio para uso compartilhado de três lanchas blindadas marca Ferreti, do cervo patrimonial da Receita Federal que, atualmente, estão paradas.

Base Anzol volta até final do ano

O posto de fiscalização da Polícia Federal denominado de Base Anzol, que por mais de 15 anos funcionou na localidade de Palmares, no rio Solimões e foi desativada em 2009, vai voltar a funcionar, segundo o delegado Sérgio Fontes, até o final do ano. Uma nova embarcação está sendo construída pelo Estaleiro Rio Amazonas Ltda, (Eran).

O superintendente informou que a Base Anzol, que antes era fixa em um mesmo lugar, agora vai funcionar em uma base flutuante dotada com estrutura necessária - alojamentos, cozinha, geradores, escritórios, cela de detenção - para a atuação policial e poderá mudar de local a qualquer momento. O custo da nova embarcação é de R$ 1.765.457 e a sua nova localização ainda não está definida.

Atualmente, a PF conta com um posto de fiscalização, denominada de Base Garatéia, que está funcionando  no município de Santo Antônio do Içá, onde são realizadas vistorias e barreiras fluviais.