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Policiais militares vão às ruas por reajuste salarial e promoções

Ao menos dois mil agentes da PM e seus familiares devem participar, nesta terça-feira (28), de uma manifestação. Outros funcionários públicos são esperados no ato em frente à Arena Amadeu Teixeira 27/04/2015 às 22:01
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A manifestação tem como objetivo principal chamar a atenção do governador José Melo, para que ele conceda o reajuste salarial e as promoções aos praças
Joana Queiroz Manaus (AM)

Lideranças de praças da Polícia Militar de Manaus pretendem levar dois mil militares e seus familiares para a manifestação marcada para a manhã desta terça-feira (28). Além destes, estão sendo esperados para “engrenar o ato” outros funcionários públicos estaduais das áreas de educação, saúde e agentes penitenciários.

”Acreditamos que esse movimento deverá ter a participação de aproximadamente 6 mil pessoas. É o que estamos esperando”, assegurou o presidente da Associação dos Policiais Militares do Amazonas (Apeam), Gerson Feitosa.

A manifestação tem como objetivo principal chamar a atenção do governador José Melo para que ele cumpra o artigo 1º da Lei 4.044 de 9 de julho de 2014 - lei da promoção, chamada por eles de Lei Platiny, que estabelece o dia 21 de abril como data base para as promoções e o aumento salarial da  categoria, o que não aconteceu.

Reunião com Melo

As lideranças se reuniram com o governador do Estado, José Melo, no último dia 22, o qual solicitaram uma explicação, entretanto, a resposta que tiveram foi: “Eu não tenho um real para dar pra vocês, o que eu posso fazer é dar a minha camisa e sair daqui sem roupa”, disse Melo aos representantes da Apeam, segundo Feitosa.

O presidente a Apeam informou que, atualmente, 2,2 mil praças (soldados, cabos e sargentos) aguardam pela promoção, porém o governo alega falta de dinheiro. “Se, no momento, não é possível que as promoções sejam feitas, que ele marque outra data ainda este ano, o que não pode é deixar de acontecer”, comentou.

Além dos praças, há 130 oficiais que também estão aguardo para serem promovidos. Destes, 90 são aspirantes que serão promovidos para 1º tenente. Há ainda dez tenentes-coronéis  que passarão a atuar como coronéis, embora só existam três vagas. Há a expectativa da criação de mais sete vagas. Os praças prometem reagir, caso apenas os coronéis sejam promovidos 

Movimento

De acordo com Gerson Feitosa, a manifestação está marcada para começar por volta das 9h, de hoje, com concentração em frente à Arena Amadeu Teixeira, na avenida Constantino Nery com a rua Lóris Cordovil, bairro de Flores, Zona Centro-Sul.

De lá, eles vão seguir em carreata até a sede do governo, na avenida Brasil, no bairro da Compensa, Zona Oeste, onde vão tentar uma audiência com o governador para obter uma resposta para as reivindicações.

Estado não concederá reajuste

O comandante da Polícia Militar, coronel Gilberto Gouvêa, disse que somente a Secretaria de Estado de Comunicação Social (Secom)  irá se pronunciar  sobre a manifestação dos praças e suas reivindicações. Por meio de nota, a Secom informou que  o governador José Melo se reuniu com lideranças de 16 sindicatos e associações, que representam servidores das áreas da segurança, saúde e educação.

A reunião ocorreu  na tarde de sexta-feira, onde Melo apresentou os impactos da crise econômica brasileira nas finanças. Durante a reunião com as lideranças sindicais, o governador informou, ainda, que diante desse cenário, o Estado não concederá qualquer reajuste salarial aos servidores até que a economia comece a dar sinais de recuperação.

Medidas para evitar crimes

Comandantes das unidades da Polícia Militar passaram o dia nesta segunda-feira (27) reunidos e discutindo que medidas  para evitar que a cidade fique sem policiamento e que criminosos aproveitem  para agir. Embora as lideranças dos “praças” tenham garantido que, apenas os que estiverem de folga vão estar na manifestação, os que tiverem na escala de trabalho vão tirar o seu serviço normalmente.

Nesta segunda-feira, o comandante de Comando de Policiamento Metropolitano (COM), Franclides Ribeiro,  informou que foram tomadas algumas medidas para que o policiamento na cidade seja normal. Ele advertiu a população para que fique tranquila, pois não haverá falta de policiamento em nenhuma área da cidade.

Outra medida tomada pelo CPM foi o reforço na operação “Muralha”, que garante a segurança das unidades prisionais. Segundo Franclides,  350 homens estarão participando da operação, que irá reforçar a a guarda externa, nas portarias e nas guaritas sobre as muralhas, além do patrulhamento motorizado na área, envolta das unidades. “Reforçamos o policiamento nos presídios para evitar que, presos aproveitem o momento  que esteja acontecendo a manifestação, para fugir ou fazer rebelião”, disse o comandante.

Saiba mais: Perdas de receita

O governador José Melo informou que no primeiro trimestre deste ano a arrecadação estadual caiu 10,5%, o que significou perdas de receita da ordem de R$ 237 milhões, que devem alcançar perto de R$ 250 milhões se considerados os resultados de abril.