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Políticas eficazes para combater doença no cólon de útero e mama em debate na Região Norte

Dados do Ministério da Saúde apontam que, na Região Norte, a mortalidade pelo câncer de cólon de útero é 2,5 vezes maior que na Região Sudeste 22/06/2012 às 08:04
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Apenas contabilizar número de mamografias não basta, segundo debatedores
Ana Celia Ossame Manaus

A necessidade de elaboração de uma política de prevenção, controle e tratamento de câncer de cólon de útero e de mama em toda Região Norte foi a tônica dos debates durante o seminário “O Controle dos Cânceres de Cólon do Útero e de Mama no Brasil - trajetória, avanços e desafios”, que acontece até hoje no auditório da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Dados do Ministério da Saúde apontam que, na Região Norte, a mortalidade pelo câncer de cólon de útero é 2,5 vezes maior que na Região Sudeste. Por isso, a localidade está sendo priorizada pelo Governo Federal.

Télia Negrão, da Rede Feminista de Saúde; Santinha Tavares, do Conselho Nacional de Saúde e do Instituto Nacional do Câncer (Inca); Ivânia Vieira, jornalista e professora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam); e Florismar Ferreira da Silva, do Movimento de Mulheres Solidárias do Amazonas (Musas); foram enfáticas em apontar a necessidade de melhorias na atenção básica nessa área.

Para Télia, o controle e tratamento não podem somente contabilizar mamografias, mas precisa conhecer e perceber os contextos locais para tornar efetivas as ações. Para a jornalista e professora Ivânia Vieira, a mídia tem que ser provocada pelos gestores públicos a dar mais espaço para o tema. Ela observou problemas como ações descontinuadas das campanhas que são focadas mais em assistência do que em prevenção.

17.540 Casos novos de câncer do cólon do útero,  são estimados para 2012, um risco de 17 casos a cada 100 mil mulheres. Também devem ser registrados 52.680 casos novos de câncer da mama, com um risco de 52 casos a cada 100 mil mulheres. No País, os casos novos de câncer, incluindo os de pele não melanoma, para 2012, é de 518.510.

Florismar F. da Silva - Membro do Mov. de Mulheres Solidárias do AM
“É importante  esse tipo de seminário porque as mulheres têm muito a dizer a respeito das dificuldades de atendimento na rede pública e do constrangimento a que são submetidas nas unidades básicas de saúde e Serviços de Pronto Atendimento (SPA). Não é difícil a gente ser atendida por um médico que nem olha na nossa cara e não pergunta muito porque não quer ouvir. Moro na Zona Leste e sei que esse é um problema de toda a cidade e Estado. Precisamos de mais médicos nos postos de atendimento e que queriam ouvir as mulheres, queiram saber o que temos para que possam medicar”.