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Porto do PIM: talvez em 2015

Prazo foi estimado pela Secretaria de Portos da Presidência da República. Empreendimento melhorará logística local 14/01/2012 às 18:03
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O projeto básico da APM Terminals apresentou baixo impacto ambiental, como menor ocupação de áreas de proteção, uma das preocupações dos ambientalistas.
CIMONE BARROS Manaus

O porto do Polo Industrial de Manaus, que será construído na área da extinta Companhia Siderúrgica do Estado (Siderama), só deve entrar em operação após a Copa do Mundo.

De acordo com a assessoria da Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP), é provável que o empreendimento deva começar a funcionar somente em 2015. Considerado pelo setor empresarial como fundamental para resolver os problemas de logísticas do PIM, juntamente com o Porto das Lages (projeto em pendência judicial), o prazo mais dilatado que o anteriormente divulgado pela imprensa preocupa o setor.

Por outro lado, como a precária situação logística se arrasta há décadas sem solução, saber que existe prazos gera até um certo "alívio" admitem os empresários. “Estamos sofrendo um estrangulamento logístico enorme. Isso causa maior custo de produção e com isso perdemos competitividade”, disse o presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco.

 “Aumentar um ano, um ano e meio complica mais. Porém, quem espera por isso há 30 anos, saber que vai sair já é um alívio”, desabafou o presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Manaus (Simmem), Athaydes Mariano Félix.

Referência ao PIM

O nome do novo porto de Manaus é Porto do Polo Industrial de Manaus, uma referência a área onde será construído. De acordo com a SEP, a licitação do porto está prevista para junho deste ano e o início das obras para o segundo semestre de 2013.

O prazo de construção é de dois anos. A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) será a responsável pelo processo de licitação de concessão, operação do porto. Porém ainda não recebeu os projetos para que possa soltar o edital de licitação.

 Em dezembro de 2010, a SEP escolheu a proposta do consórcio da Dinamarca, APM Terminals, para construir o novo porto numa área terrestre de 376.155,32 m², próximo ao Distrito Industrial. A empresa ficou responsável por apresentar estudos de viabilidade técnica e econômica, impacto concorrencial e estudo de impacto ambiental. Segundo a SEP, a APM Terminals está para receber o licenciamento ambiental prévio.

Na ocasião da escolha da empresa, o custo da obra foi informado em cerca de R$ 300 milhões. Nessa sexta-feira (13), à reportagem a assessoria disse que será de R$ 400 milhões. Atualmente não existe um porto público na região para atender a importação e exportação do Amazonas, e também por isso é considerado importante. Além de aumentar a capacidade logística e concorrência entre os portos.

 “Hoje temos dois portos: o Chibatão e o Superterminais, sendo que a maioria das cargas vai pelo Chibatão. Mas ele não tem capacidade física nem operacional para dar celeridade necessária para o PIM”, destacou Périco.