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Posse de Joaquim Barbosa na presidência do Supremo tem lista extensa de convidados

No Amazonas os convites ficaram restritos ao poder judiciário e eleitoral. O presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), Ari Moutinho, o corregedor Yedo Simões, além do presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Flávio Pascarelli e a corregedora Socorro Guedes 20/11/2012 às 13:49
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Ministro-relator Joaquim Barbosa durante sessão do Supremo que julga a Ação Penal 470
Acritica.com Manaus (AM)

O cerimonial do Supremo Tribunal Federal (STF) enviou cerca de dois mil convites para a posse do Ministro Joaquim Barbosa na presidência do órgão, que acontece nesta quinta-feira, em Brasília (DF).

Na lista de convidados, muitos não são do ramo jurídico, como o ex-piloto e empresário Nelson Piquet e a atriz e apresentadora Regina Casé.

No Amazonas, os convites ficaram restritos ao poder judiciário e eleitoral. O presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), Ari Moutinho, o corregedor Yedo Simões, além do presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Flávio Pascarelli e a corregedora Socorro Guedes.

Joaquim Barbosa vai ser o 44º presidente do STF e o primeiro negro da História da Suprema Corte. A postura e a serenidade do novo presidente empolga e mexe com os brasileiros, mesmo aqueles que não lidam diariamente do o judiciário, pois, o caso mensalão, no qual ele é o relator, o transformou numa grande personalidades nas redes sociais nos últimos meses.

Idealizador da Lei que a lei nº 188, de 14 de julho de 2007, que institui como feriado municipal o dia 20 de novembro, considerado como Dia Nacional da Consciência Negra, o ex-vereador Jorge Luiz Pinto, diz que vê com muita alegria a chegada de um negro à presidência da Suprema Corte Brasileira, mas faz algumas ressalvas, pois, são poucos os negros que têm oportunidade de chegar aonde Joaquim Barbosa chegou.

“Não é só um negro assumir, mas uma pessoa que se preparou, teve oportunidade e agarrou com afinco para hoje estar colhendo os frutos do sacrifício que ele fez, porque não é fácil um negro conseguir estudar nesse país. Hoje o Brasil se rende ao talento de Joaquim Barbosa. Independentemente da cor, raça ou crença, qualquer um pode galgar um cargo como esse, mas tem de se dedicar aos estudos como ele se dedicou”, afirmou Jorge Luiz.

Presidente Dilma deve estar na posse

Está prevista a presença da presidenta da República, Dilma Rousseff, dos presidentes do Senado Federal, José Sarney, e da Câmara dos Deputados, Marco Maia, além de presidentes de Tribunais, entre outras autoridades. Ao todo, são esperados 2 mil convidados. Diversos telões serão instalados no Edifício Sede para que o público e a imprensa presentes assistam à solenidade em tempo real. Os profissionais poderão cobrir toda a movimentação de entrada e saída das autoridades.

STF se preocupa com a imagem

De acordo com normas internas do Tribunal, a entrada no Plenário requer o uso de terno e gravata, para homens, e vestidos, tailleurs ou ternos (calça e blazer de manga comprida), para mulheres. Essa vestimenta será exigida dos profissionais que venham fazer a cobertura jornalística do evento. É proibida a entrada de pessoas calçando tênis e sandálias rasteiras, ou trajando roupas em tecido jeans.

Quem é Joaquim Barbosa

Joaquim Barbosa nasceu em Paracatu, noroeste de Minas Gerais. É o primogênito de oito filhos. Pai pedreiro e mãe dona de casa passaram a ser arrimo de família quando estes se separaram.

Aos 16 anos foi sozinho para Brasília, arranjou emprego na gráfica do Correio Brasiliense e terminou o segundo grau, sempre estudando em colégio público.

Obteve seu bacharelado em Direito na Universidade de Brasília, onde, em seguida, obteve seu mestrado em Direito do Estado.

Foi Oficial de Chancelaria do Ministério das Relações Exteriores (1976-1979), tendo  servido na Embaixada do Brasil em Helsinki, Finlândia e, após, foi advogado do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) (1979-84).

Prestou concurso público para procurador da República, e foi aprovado. Licenciou-se do cargo e foi estudar na França,  por quatro anos, tendo obtido seu mestrado e doutorado ambos em Direito Público, pela Universidade de Paris-II (Panthéon-Assas) em 1990 e 1993.

Retornou ao cargo de procurador no Rio de Janeiro e professor concursado da Universidade do Estado do Rio  de Janeiro -  UERJ. Foi visiting scholar no Human Rights Institute da Faculdade de Direito da Universidade Columbia em Nova York (1999 a 2000) e na Universidade da Califórnia Los Angeles School of Law (2002 a 2003).

Fez estudos complementares de idiomas estrangeiros no Brasil, na Inglaterra, nos Estados Unidos, na Áustria e na Alemanha. É fluente em francês, inglês, alemão e espanhol. Paralelamente ao   exercício   de   cargos   no   serviço   público,   manteve estreitas ligações com o mundo acadêmico Universidade de Brasília (1980-82), que lhe valeu o diploma de Especialista em Direito e Estado por essa Universidade.