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Praia da Ponta Negra é interditada por tempo indeterminado no AM

Previsão da prefeitura de reabrir o balneário nesta quinta-feira (27), não se concretiza porque os ajustes das ondulações na areia não foram concluídos 27/09/2012 às 08:04
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A praia artificial, inaugurada em junho, foi ‘palco’ de 11 mortes por afogamento
Náferson Cruz ---

Interditada há 14 dias, a praia da Ponta Negra, na Zona Oeste, não tem data para ser reaberta ao público. A Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), responsável pelos ajustes técnicos no local, informou, por meio da assessoria de Comunicação, que as obras estão em andamento, mas não há uma data definida para a conclusão delas.

O local foi interditado pela Prefeitura de Manaus após uma reunião no Gabinete de Gestão Integrada (GGI), sob coordenação da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP). Desavisados, alguns banhistas estiveram no complexo da Ponta Negra na manhã desta quarta-feira (26), mas só puderam olhar para a praia. 

“Não há muitos locais para o lazer na capital e, quando existem, nos deparamos com essa situação”, comentou o vendedor João Cícero, 33, que encontrou, assim como outros banhistas, a praia tomada por tratores e balsas, descarregando areia.

O objetivo da interdição, segundo o colegiado do GGI - que envolve o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar e a Capitania dos Portos, entre outros órgãos - é melhorar as condições de segurança para os banhistas, conforme previsto no projeto inicial.

Desde sua reinauguração, em junho, a praia passou a receber um público que superou as expectativas, principalmente durante a noite, período em que foi registrada a maioria das mortes por afogamento.

Desavisados

O comandante do Corpo de Bombeiros do Amazonas, coronel Antônio Dias, disse que a instituição ainda não foi oficialmente comunicada a respeito dos procedimentos que estão sendo feitos e em relação à reabertura da praia.

Na opinião de Antônio Dias, o mais viável é que a reabertura pudesse ser feita somente quando o rio atingisse o ciclo total da estiagem, o que deve ocorrerm em novembro. Para ele, até lá, o solo da praia estaria compacto, sem oferecer riscos aos banhistas. 

O Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb) informou que as questões técnicas foram avaliadas, mas que aguarda o posicionamento da Seminf quanto à conclusão dos ajustes para anunciar a reabertura do balneário. De acordo com informações dos órgãos envolvidos, ainda não há uma data definida para que seja realizada uma nova reunião com o GGI, para discutir novas medidas.