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Preço do metro quadrado para construir permanece estável no Amazonas

A pesquisa que mostrou o custo do metro quadro construído em todo o País foi divulgada pelo IBGE e pela Caixa Econômica. Calculado em R$ 886, o preço da área construída variou 0,13% em junho, na comparação com o mês anterior 09/07/2014 às 11:09
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De acordo com o levantamento, o Amazonas foi a 13ª localidade do País mais cara para se construir
juliana geraldo ---

Embora seja considerado um dos mais caros do País, o preço do metro quadrado no Amazonas não sofreu alta expressiva no primeiro semestre do ano. Calculado em R$ 886, o preço da medida de área construída variou 0,13% em junho deste ano, na comparação com o mês anterior, e 1,61% no acumulado dos seis primeiros meses de 2014. A desaceleração do mercado da construção civil entre janeiro e junho foi apontada como o motivo para a estagnação dos preços.

A pesquisa que mostrou o custo do metro quadro construído em todo o País foi divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pela Caixa Econômica, por meio do Índice Nacional da Construção Civil.

De acordo com o levantamento, o Amazonas foi a 13ª localidade do País mais cara para se construir. Entretanto, o Estado, já esteve mais a frente no ranking, chegando à 3ª posição em anos anteriores. – Os números consideraram a desoneração da folha de pagamento de empresas do setor da construção civil. Sem esta desoneração, o valor do metro quadrado passaria para R$ 942,37.

Semestre morno

Para o vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no amazonas (Sinduscon-AM), Frank Souza, tanto o custo da mão de obra quanto o dos materiais de construção (os dois fatores que compõem o preço do metro quadrado) não registram oscilações significativas.

Segundo ele, um primeiro semestre ‘morno’ em relação à demanda e com poucos empreendimentos lançados impactaram o desempenho dos componentes. “No caso da mão de obra, quanto menor o volume de lançamentos, menor a contratação. Além disso, o reajuste salarial da categoria de 7% foi definido apenas no final do semestre e ainda não impactou a folha de pagamento do setor”, explicou.

Quanto ao reajuste dos materiais de construção, Souza disse acreditar que os fornecedores estejam “segurando” o repasse de preços aos empresários, também em função da desaceleração do mercado da construção civil. “Assim como as construtoras, o varejo também aguarda pelo segundo semestre que em geral traz lançamento e aquecimento ao setor, para proceder com o repasse dos preços. Agora, com preços maiores, não há venda”, enfatizou.