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Prefeitura de Manaus inicia ação contra áreas de risco

Cadastro de famílias que moram em locais sob risco de desabamento inicia nesta segunda-feira (14). A prefeitura se prepara para agir em casos de emergência 14/01/2013 às 10:35
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Comunidade ‘Buracão’, no Mauzinho, é cheia de crateras e oferece perigo iminente
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A Defesa Civil municipal inicia, nesta segunda-feira (14), no bairro Mauazinho, na Zona Leste, o trabalho de levantamento das famílias que vivem em área de risco em Manaus, mas o relatório do trabalho será concluído em aproximadamente seis meses, quando o período chuvoso em Manaus já estiver na fase final. É exatamente nesse período que o índice de acidentes provocados por desbarrancamentos de terra é mais elevado.

Neste ínterim, segundo o subsecretário municipal da Defesa Civil, capitão Aníbal Gomes, a prefeitura vai permanecer “de prontidão” para agir em casos de emergência, ou seja, se houver acidentes causados por deslizamentos de terras.

O início do trabalho de levantamento das famílias foi informado neste final de semana pela Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom), mas o horário e o local exatos da primeira visita ainda não haviam sido definidos até este domingo (13), porque o prefeito Artur Neto pretende incluir a atividade em sua agenda de trabalho desta segunda-feira.

Em entrevista ao A CRÍTICA, o capitão Aníbal Gomes disse que a ação junto às famílias que vivem nestas condições terá a participação de outras pastas da prefeitura, como Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh) e Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas).

“A gente vai começar amanhã (hoje), mas o pontapé mesmo acontece depois do dia 15. O que vamos fazer é a segunda fase do trabalho que o CPRM realizou. Será o momento da visita às edificações nas áreas de risco. Vamos fazer as vistorias e orientar as comunidades em como proceder em situações de emergência. Também vamos fazer o levantamento cadastral que vai ajudar a gente a formar os núcleos da Defesa Civil”, disse o subsecretário.

SOS

Indagado se a prefeitura tem um planejamento para atender as famílias caso estas sejam afetadas pelos acidentes e percam suas residências, o capitão Aníbal disse que existe a possibilidade de “remoção imediata” e que a acomodação delas pode ser feita por aluguel social ou ser beneficiadas com algum projeto de habitação. Ele não deu mais detalhes sobre essa ação. Em novembro do ano passado, o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) entregou à Prefeitura de Manaus um estudo detalhado sobre as áreas de risco da capital amazonense, no qual aponta que a cidade tem 128.236 mil pessoas vivendo nestas condições.