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Cotidiano
custos parlamentares

Presidente da Assembleia Legislativa afirma que custos da Casa Legislativa são justos

Deputado Ricardo Nicolau afirma que Assembleia Legislativa cumpriu seu papel no ano de  2011 04/01/2012 às 08:45
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O funcionamento da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas custou, no ano passado, R$ 188 milhões
Lúcio Pinheiro Manaus

O presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), deputado Ricardo Nicolau (PSD), defendeu, ontem, que os custos para manter os deputados estaduais em 2011 foram justos, e que o parlamento, ao cumprir o seu papel constitucional, fez valer cada centavo usado para manter o Poder Legislativo amazonense.

A CRÍTICA publicou nessa terça-feira (3) que, de janeiro a 30 de dezembro de 2011, a ALE-AM gastou R$ 188 milhões para manter a Casa, e, consequentemente, o trabalho dos 24 deputados estaduais. Somente com salários e verbas pagos diretamente aos parlamentares, os custos foram de
R$ 31 milhões no mesmo período.

 “A Assembleia cumpriu com o papel constitucional dela. Não tem como fazer comparação com o valor gasto pela Casa com um benefício direto, pois os
R$ 188 milhões não são para fazer obras. São para as atividades do parlamento”, defendeu Ricardo Nicolau.

A produtividade dos parlamentares em 2011, frente ao tamanho do investimento de dinheiro público a eles destinado, desperta opiniões diferentes. Para o ativista social Alexandre Simões, com o quadro atual de 21 dos 24 deputados aliados ao Governo do Estado, o comportamento predominante na ALE-AM no ano passado foi o de submissão ao Poder Executivo. “Os políticos começam as campanhas dizendo que vão trabalhar a favor do povo. Mas, quando eleitos, trabalham a favor deles e das alianças políticas”, declarou João Simões.

Doutor em Lingüística, o secretário de Estado da Ciência e Tecnologia, Odenildo Sena, criticou a matéria. Disse que a mídia peca ao “expor apenas as mazelas” dos parlamentares. Segundo o estudioso, esse olhar da imprensa “pouco pedagógico” contribui para massificar o “perigoso” raciocínio de que o parlamento é desnecessário.

 O sociólogo Luiz Antônio Nascimento concorda com o risco da generalização, mas lembra que a percepção da opinião pública sobre o parlamento é dada pelo próprio parlamento. Não é inventada.