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Procura por seguros de vida cresce 38,5% no Amazonas

Com mais dinheiro no bolso, amazonenses buscam preparar a família para imprevistos, fazendo crescer a venda de um produto bancário que não figurava na lista de prioridades 26/08/2012 às 15:18
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Atualmente os homens são os que mais contratam o serviço, principalmente na faixa etária dos 20 aos 30 anos
Priscila Mesquita Manaus

O crescimento do emprego formal no País e o consequente aumento da renda do consumidor ampliaram a venda do seguro de vida nos bancos que atuam no Amazonas. Diante de um público com maior possibilidade de compra, as instituições financeiras vêm registrando altas mensais que chegam a 38% em 2012, na comparação com períodos equivalentes de 2011.

De acordo com o superintendente em exercício da Caixa Econômica Federal no Amazonas, Carlos Alberto Bonin, a comercialização desse produto bancário no Estado apresentou evolução de 38,5% em julho deste ano, no comparativo com igual mês de 2011. Ele afirma que a modalidade mais procurada pelos amazonenses é o “Seguro de Vida da Gente”, devido à relação custo-benefício.

Além de morte por causas naturais ou acidentais, o produto citado disponibiliza auxílio-alimentação e opções adicionais, como o Check Lar (serviços de prevenção e manutenção na residência do segurado) e a Assistência Viagem (serviços de assistência a pessoas, suas bagagens e objetos pessoais).

Reeducação financeira
Segundo o diretor comercial da Bradesco Vida e Previdência no Brasil, Adriano Martins, a venda de seguro de vida no Amazonas está crescendo de 20% a 25% por mês em 2012. Ele avalia que o desempenho é expressivo, principalmente porque atinge resultados maiores que 2011, considerado pela empresa como “excepcional”. “As pessoas estão mais conscientes sobre a importância do seguro. Nos últimos três anos o nível de consciencização aumentou. Os fatores responsáveis por isso foram a estabilidade da economia e a reeducação financeira”, explicou.

Adriano ressalta que a principal mudança de mentalidade ocorreu no público masculino. “Antes, os homens não queriam contratar seguro porque diziam que o dinheiro ficaria para o ricardão. Mas agora esse público está muito mais sensível, pensando mais na esposa e nos filhos”, observou o executivo.

O diretor lembra que, há cinco anos, 60% dos segurados no Amazonas eram formados por mulheres. Atualmente, os homens lideram a procura, com participação de 54%, enquanto as mulheres representam 46%.

Processo de contratação
A aquisição do seguro pode ser feita em uma agência bancária. Segundo Adriano Martins, a única documentação exigida no ato da contratação é um documento de identidade e a proposta assinada pelo cliente.

Para saber que modalidade se encaixa melhor ao seu perfil, uma dica é pesquisar os produtos nos sites dos bancos. Nessa hora, é importante ter a ajuda de um glossário (pode ser encontrado na Web), porque há termos confusos. Exemplo disso é a definição de “prêmio” (pagamento feito pelo segurado à empresa que assume o risco).

Assim como na previdência privada, outros fatores que devem ser observados é a expectativa de vida e a renda. “Sem um seguro, o plano de previdência é inviável, porque se ocorrer um imprevisto a família terá que pagar a dívida do plano. Mas se a pessoa tiver as duas coisas, o ganho acontece com a acumulação e também em caso de morte”, diz Adriano.