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Professor do Amazonas deixa aulas de astronomia mais instigantes

Projeto elaborado pelo professor Josiel Silva, do Ifam do campus Presidente Figueiredo, é um dos destaques no estímulo aos alunos, pelo interesse nas aulas de Astronomia 28/11/2012 às 17:20
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Professor Josiel e equipe recebem premiação dos coordenadores da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica
acritica.com Manaus

A astronomia é uma das áreas do conhecimento que mais intrigam as pessoas. Desde 2 mil a.C, civilizações antigas - como chineses, gregos, egípcios e muçulmanos - tentavam entender fenômenos através de observações dos astros a olho nu e por meio de instrumentos rudimentares.

No Brasil, o grande incentivador da ciência astronômica foi D. Pedro II. Por esse motivo, a Sociedade Brasileira dos Amigos da Astronomia (SBAA), fundada em 1947, decidiu instituir o Dia da Astronomia no Brasil em 2 de dezembro – data de nascimento do imperador – dando o título ao ex-monarca de patrono da Astronomia Brasileira.

E para ajudar a disseminar esse conhecimento entre os jovens, diversos professores no país têm trabalhado duro. No Rio de Janeiro, por exemplo, funciona a sede da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA).

Além da olimpíada, que reúne, todo ano, quase 800 mil estudantes de escolas públicas e particulares, a OBA ainda realiza a Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG), as Jornadas de Foguete e Espacial e os Encontros Regionais de Ensino de Astronomia (EREAs).

À frente do projeto, o astrônomo e professor de Física e de astronomia João Batista Garcia Canalle diz que a proposta da OBA é realizar “capacitações de professores dos ensinos fundamental e médio”. Canalle ressalta que o objetivo da olimpíada é fomentar o interesse pela Astronomia e ciências afins, promovendo a disseminação dos conhecimentos básicos de forma lúdica e cooperativa.

“Nossa principal meta é fornecer dados corretos e atualizados aos alunos e professores. Distribuímos e ensinamos a fazer lunetas e planisférios celestes rotativos de baixo custo. Promovemos observações astronômicas, mostramos como se montam protótipos de foguetes e fazemos maquetes dos volumes dos planetas”, informa.

Do Oiapoque ao Chuí, cada vez mais professores se juntam à causa. Por meio da OBA, eles se atualizam com as novas metodologias e atividades práticas para fomentar a busca do conhecimento em seus alunos.

“Queremos mostrar o que se encontra além dos livros didáticos”, afirma Canalle.

Foguetes e Teatro
Um dos exemplos que tem dado muito certo é o desenvolvido pelo professor Josiel Silva, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (IFAM) de Presidente Figueiredo – localizado a 107 quilômetros de Manaus.

Com o objetivo de estimular os estudantes, ele criou o Projeto de Iniciação Cientifica Junior (PIBIC - Jr). O projeto consiste em eleger um aluno bolsista para ser o grande incentivador dos colegas para participação nas atividades voltadas à Astronomia.

“A partir daí, realizamos oficinas didáticas para ensinar a construir relógios de sol e reunimos as turmas para observações astronômicas. Além disso, esse estudante distribui nas salas pequenos panfletos com informações atuais sobre eventos astronômicos, como, por exemplo, a conjunção de alguns planetas”, explica.

Segundo Silva, ainda são ministradas aulas específicas sobre temas astronômicos, além de realizar atividades propostas pela OBA e pela MOBFOG.

“Vimos que diversos alunos ficaram motivados com essa nova metodologia. Queremos continuar esse trabalho instigando cada vez mais os jovens a buscarem conhecimento”, ressalta.

No início deste mês, uma equipe formada por estudantes do campus do Ifam de Presidente Figueiredo, participaram da 4ª edição da Jornada de Foguetes, na cidade de Barra do Piraí (RJ), onde foram premiados.

O foguete do grupo alcançou a marca de 110,7 metros, um dos melhores lançamentos na competição.

Outro bom exemplo vem de Iepê (SP), onde a professora de Ensino Médio, Maria Salete Damasceno Batilani transforma as aulas num verdadeiro palco, com o Show de Física e o Astro Show.

Os experimentos dos “Shows” são relacionados ao atrito, ventosa plana, plataforma giratória, nitrogênio líquido, plasma, forças resultantes, temperatura e pressão e composição do ar.

De forma teatral, mas num tom descontraído e com doses de suspense e curiosidade, os alunos brincam de maneira lúdica com os elementos da física, misturando o “inesperado” com o “mágico”.

“No palco, por exemplo, são utilizados balões coloridos e pacotes de salgadinhos, além de nitrogênio líquido e acessórios construídos pelos próprios alunos”, explica Maria Salete.

Segundo ela, qualquer pessoa que tenha formação básica sólida e abrangente pode entender muitos dos fenômenos do cotidiano e relacioná-los com princípios e leis da Ciência.

“O nosso objetivo é mostrar tudo isso de uma forma divertida e deixar claro que o conhecimento científico não é um processo inacessível”, diz Salete.