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Professora acusada de aliciar 15 crianças diz ser vítima

Professora acusada de aliciamento de menores em um centro sócio-educativo desportivo defende-se e diz que tudo não passa de uma disputa interna pela presidência da associação comunitária. "Quem me acusou, agora vai ter que provar”, afirma. 18/09/2012 às 21:05
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Professora afirma que acusações são falsas
Maria Derzi Manaus (AM)

Após ser acusada de exibir filmes pornográficos e de aliciar  15 crianças de oito a 10 anos, a professora Lauricélma P. da Silva, que está sendo investigada pela Delegacia Especializada na Proteção de Crianças e Adolescentes (Deapca), alegou injustiça e classificou as acusações feitas por moradores da Vila Santa Terezinha, São Geraldo, Zona Oeste, como mentirosas.

Segundo Celma, como é conhecida, as acusações foram motivadas por uma disputa interna pela presidência da associação comunitária e pela posse do prédio denominado Castelinho, onde ela ministra as aulas de reforço escolar. “Há dois meses começou essa briga. Recebi uma carta da moça que se diz presidente da comunidade pedindo a devolução do prédio. Fiz um boletim de ocorrência e no outro dia meu nome estava estampado nos jornais”, disse.

A professora explicou que trabalha no local há sete anos e que nunca teve problemas com os moradores. “Essas acusações são calúnias feitas pelos moradores que estão do lado dela, querendo que eu saia daqui. Isso nunca existiu. Fiquei surpresa quando soube essa história pela imprensa. Aquela moça que está dizendo que foi aliciada nunca estudou aqui comigo”, afirmou.
Celma disse também que ainda não foi chamada para depor ou para prestar esclarecimentos na delegacia. A professora alega que tomou conhecimento das denúncias pela imprensa. “Estou me sentindo muito mal com essa situação, mas estou de cabeça erguida. Não vou parar. Quem me acusou, agora vai ter que provar”, disse.

A dona de casa Cléia Nascimento disse tem uma filha estudando com Celma. “Minha filha nunca se queixou da D. Celma e olha que ela tem aulas de reforço no local há três anos”, disse
Para Luciana Lucas, que é mãe de um dos alunos, as crianças que acusam a professora de aliciamento foram orientadas. “Acho que alguém ensinou as crianças a falar isso dela. Minha filha estuda aqui e nunca viu isso”, disse.
 
A reportagem de A CRÍTICA tentou contato com a titular da Deapca, Linda Gláucia, para obter mais informações sobre o caso e saber o porque Lauricelma ainda não foi chamada para prestar esclarecimento, mas a delegada não atendeu o celular de nº 82XX-66XX