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Professores da Ufam rejeitam proposta do governo federal em assembleia

Em assembleia realizada nesta segunda-feira (30), na sede da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Amazonas (Adua), os professores decidiram por rejeitar a última proposta de reajuste salarial feita pelo governo federal 30/07/2012 às 21:54
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Professores rejeitaram a última proposta feita pelo governo
Bruno Strahm Manaus

Na tarde desta segunda-feira (30), em assembleia, os professores da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), decidiram por unanimidade rejeitar a proposta do Governo Federal para o reajuste de salário da categoria.

De acordo com a assessoria da Adua, os professores estarão  reunidos até às 18h para fazer uma outra proposta de reajuste salarial e encaminhar ao Conselho Nacional de Greve. Segundo a assessoria, a proposta que será apresentada é um pouco diferente da proposta inicial da categoria, e tem como propósito servir de alternativa nas negociações com o governo. A greve dos docentes já completou 74 dias, e continua por tempo indeterminado.

Explicação

O professor do Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL) da Ufam, Sérgio Freire, utilizou a rede social Facebook para expressar o ponto de vista dos docentes quanto a rejeição da proposta feita pelo governo.

Segundo ele, o governo sinaliza com um aumento de 45% para os professores titulares, que representam apenas 7% do total de docentes no país, não englobando o restante da categoria. A proposta também cria mecanismos para dificultar o acesso à classe de postulantes ao cargo de professor titular, restringindo ao máximo a progressão de carreira. Além disso, o aumento seria gradual, alcançando o valor pleno somente em três anos, o que não representa um ganho real, já que não acompanha a inflação.

"Os professores que hoje são Associados (nível anterior ao de Titular) seriam reclassificados em função de há quanto tempo defenderam seu doutorado, o que na prática classificaria professores para níveis dentro da classe de Associado menores do que já estão atualmemente na carreira. É isso mesmo: alguns professores seriam despromovidos, dificultando mais ainda o acesso ao Titular. Pouquíssimos chegariam ao nível de Titular - esse que o governo alardeia que ganhará R$17 mil em 2015. Em termos práticos: a proposta não põe um centavo no bolso dos professores agora e desestrutura maquiavelicamente a carreira que temos, de forma desonesta, a substituindo por uma outra muito pior, sem que isso fique claro ao grande público", escreveu o professor Sérgio Freire em sua página pessoal.