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Professores grevistas decidem autorizar a defesa dos alunos de mestrado em Letras

Em reunião realizada nesta quarta-feira, dia 15, o Colegiado de Professores do Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGL) decidiu, por votação, manter as defesas dos alunos no curso de mestrado em Letras da turma de 2010 15/08/2012 às 21:55
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Alunos de mestrado em Letras da Ufam decidem mantêr a data de suas defesas
Bruno Strahm Manaus

Em reunião realizada nesta quarta-feira, dia 15, no Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), o Colegiado de Professores do Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGL) decidiu, por votação, manter as defesas dos alunos no curso de mestrado em Letras da turma de 2010.

A decisão considerou que os prejuízos causados não só aos alunos, mas também ao programa, seriam irreparáveis, uma vez que o curso de mestrado – que atualmente está parado por causa da  greve - precisa manter um mínimo de atividade, do contrário, pode ser descredenciado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Apenas três professores se posicionaram contrários e não houve abstenções na votação.

Agora, os alunos querem se certificar de que não haverá problemas com as datas já marcadas. Caso haja problemas ou mesmo o impedimento na realização das defesas, os alunos prometem buscá-las em um mandado de segurança na Justiça, que garanta a manutenção das defesas e evitar anulações posteriores.

O colegiado encaminhará uma carta ao comando de greve expondo as razões da realização das defesas.

Receio

Segundo Hariele Quara, aluna de mestrado em Letras, o impedimento aos alunos de seu curso em apresentarem suas teses passa por uma questão política, já que em outros cursos do ICHL as apresentações aconteceram recentemente.

“Somente o nosso curso foi impedido, não conseguimos reservar um auditório para que as defesas pudessem ser realizadas. Tenho medo que eles continuem com a intransigência de não nos cederem um espaço. Mas, se isso ocorrer, vamos atrás de um mandado e de realizar a defesa em outro instituto do campus, se preciso”, afirmou.

O coordenador do ICHL, professor Nelson Noronha, informou que todo o calendário de atividades da Universidade foi suspenso pelo Conselho de Professores, e que o Colegiado de um curso é um órgão menor, que está subordinado à decisão do mesmo de suspender de todas as atividades.

“Estou sabendo disso agora, se eu receber um pedido deles (PPGL) para a reserva de auditório eu vou enviar um documento ao Conselho de Ética do Comando de Greve, que é quem decide quais atividades podem ou não ocorrer durante este período em que a UFAM está paralisada”, informou Noronha.