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Profissionais de educação infantil dizem que ensino na Região Norte tem que ser diferenciado e adaptado

Para os educadores do ensino infantil, a geografia da região tem uma característica diferenciada e não pode ser tratada da mesma forma em todos os Estados 22/06/2012 às 07:48
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A professora Nelly Falcão defendeu a necessidade da escola pública ter o mesmo nível de qualidade da particular
Milton de Oliveira Manaus

Profissionais de sete Estados da Região Norte defenderam, nesta quinta-feira (21) no 6º Interforum de Educação Infantil do Brasil,  no auditório Eulálio Chavez, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), uma educação infantil adaptada à realidade da região e de qualidade para as crianças de zero até seis anos. Os educadores acreditam que nem a escola particular é garantia de bom ensino, se não há ações por parte do poder público.

Para os educadores do ensino infantil, a geografia da região tem uma característica diferenciada e não pode ser tratada da mesma forma em todos os Estados.

“Temos crianças que vivem na cidade, entre populações ribeirinhas,  quilombolas,  indígenas. Então queremos professores qualificados, estruturas adequadas, transportes adequados para garantir à criança a educação infantil”, destacou a representante da Região Norte no movimento Interforuns de educação infantil do Brasil, Rosilene Pacheco Quaresma.

Para que isso aconteça, os educadores defendem outras bandeiras de luta. “A melhoria da educação infantil exige, também, salários dignos para os professores, maiores recursos à área da educação para que a criança possa se desenvolver”, defendeu Rosilene, dizendo também que a luta por melhorias contempla o ensino público e o particular. “Estar em uma escola particular não significa que a criança esteja em escola que ofereça todas as condições adequadas para sua formação”, concluiu.

Diferenças regionais
Estudantes de pedagogia avaliaram  que muitas normas criadas em Brasília e no Sul do País são inadequadas para a realidade do Norte.

“Somos a favor das políticas públicas para a educação, mas elas devem representar o que nós realmente necessitamos. Como você deve pensar em uma educação infantil, durante o período de cheias, como é a vida da criança amazônida que vive na cidade e no interior? Tudo isso é importante nos primeiros anos de ensinamento”, disse a estudante de pedagogia de Roraima Joelma Lacerda, 25.

Nelly Falcão - Dir. do Sind. dos Est. de Ensino Particular
“A maioria das creches e o atendimento da  educação infantil em Manaus é feita  pelas escolas particulares.Torcemos para que nossas crianças tenham o mesmo nível de atendimento tanto na particular como na pública. Por outro lado, há escolas particulares que estão em situação pior do que as públicas, inclusive, funcionando de forma irregular, sem autorização do Conselho de Educação. Isso não apenas pode acontecer na periferia, mas em bairro considerados de classe média ou alta. Pesquisas revelaram que mais de 300 escolinhas particulares, em Manaus, funcionam de modo irregular. Então, o conselho vai realizar um mutirão para chamar essas escolas à regularização. Para que as famílias não tenham prejuízo na educação dos filhos”.