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Cotidiano
DENTISTA DA FLORESTA

Projeto leva atendimento odontológico a comunidades ribeirinhas de Manacapuru

A primeira edição do projeto em 2017 está marcada para o dia 4 de março na comunidade rural Nossa Senhora de Fátima, localizada a cerca de 40 minutos do Município de Manacapuru 21/02/2017 às 14:46
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Foto: Divulgação
acritica.com Manaus (AM)

Com cinco anos de execução de trabalho voluntário e mais de três mil pessoas atendidas, o Projeto Dentista da Floresta retoma suas atividades este ano, no próximo dia 4 de março, com ação na comunidade rural Nossa Senhora de Fátima, localizada a cerca de 40 minutos do Município de Manacapuru (distante 98 quilômetros de Manaus).

Com o objetivo de oferecer atendimento e orientação sobre higiene bucal em comunidades com alta incidência de cáries, principalmente entre as crianças, o projeto Dentista da Floresta se transformou, em muitos casos, como o único meio de acesso dos comunitários aos serviços de saúde, em razão da distância dos grandes centros. Devido à alta demanda, os voluntários se concentram no atendimento das comunidades rurais próximas a Manacapuru, em um regime de rodízio ao longo do ano.

“Há comunidades que a gente percebe que o atendimento e a orientação deram resultados. Em outras, contudo, é preciso voltar sempre. Infelizmente, a empolgação com os cuidados da escovação dura três meses e depois volta a ter terreno propício para a cárie. Não raro encontramos famílias em que escova de dente em casa é privilégio de poucos, ou casos de crianças dividindo a mesma escova. Em nossas ações, levamos kits com escova, creme dental e fio dental para serem distribuídos”, explica o cirurgião-dentista Jorge Gonçalves, fundador e coordenador do projeto Dentista da Floresta.

Doações

Jorge Gonçalves afirma que os profissionais que participam da expedição voluntária ganham, além da experiência profissional, maturidade para a vida. “Todos que vão ficam felizes com a possibilidade de poder ajudar e chocados como a falta de saneamento básico em alguns locais”, conta Jorge. No atendimento do próximo dia 4 de março, a expectativa é de alta demanda porque a comunidade nunca foi visitada pelo projeto.

“Distribuímos fichas e atendemos o que damos conta de atender. Como é voluntário, os profissionais e estudantes vão de boa vontade. O material é todo de doação. Toda ajuda é bem-vinda”, destaca o coordenador. Muitas vezes, o projeto identificou a necessidade de retorno mais rápido a mesma comunidade ou atendimento de maior número de pessoas no mesmo dia. Porém, esbarra no material humano, logístico e de insumo que possui.

“Atendemos o máximo que podemos num dia, com os dentistas, estudantes de odontologia e médicos que vão. Nesse último caso, às vezes não conseguimos levar esses profissionais, mas pela nossa experiência encontramos problemas além da área odontológica. Nas comunidades há muitos casos de parasitose, verminose e doenças dermatológicas, com a população tendo pouco ou quase nenhum acesso aos remédios básicos. Quando recebemos doações, nossa equipe faz o atendimento e já distribuí a medicação”, explica Jorge. Quem quiser contribuir com o projeto pode entrar em contato pelos telefones: 3088-4000 e 99286-1180.

*Com informações da assessoria de imprensa