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Projeto “Não sou visita, sou filho” anima parturientes de Manaus

Programa do Governo do Estado inova ao permitir visitação de filhos menores de 12 anos à suas mães e irmãos recém-nascidos em maternidade 19/01/2013 às 12:18
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Família reunida no Instituto da Mulher Dona Lindu para receber Mayná Cavalcante
acritica.com ---

Internada no Alojamento Conjunto (Alcon) do Instituto da Mulher Dona Lindu (IMDL), onde deu à luz a pequena Mayná, a dona de casa Elen Tavares dos Santos, 22, conta que foi para a maternidade dividida entre a expectativa pela chegada da filha mais nova e a preocupação com os outros dois filhos menores, que ficaram em casa sob os cuidados da avó. A apreensão aumentou quando soube que precisaria permanecer um pouco mais de tempo internada para concluir um tratamento à base de antibióticos na recém-nascida. No terceiro dia de internação, veio o alívio. Muito emocionada, Elen recebeu a visita de Kyara, a filha mais velha, de 3 anos, que foi à maternidade ver a mãe e conhecer a nova irmãzinha.

O encontro foi possível graças ao projeto “Não sou visita, sou filho”, do Governo do Estado. O projeto, conforme explica o secretário estadual de Saúde, Wilson Alecrim, é uma das ações implementadas de forma pioneira no Amazonas, seguindo as diretrizes do parto humanizado, preconizadas pelo Ministério da Saúde.  “A política de humanização do atendimento em saúde consiste na adoção de medidas que garantam a melhoria no acolhimento do paciente e família”, afirmou Alecrim.

O diretor do IMDL, Agnaldo Costa, explica que, normalmente, os hospitais e maternidades não permitem a visita de crianças menores de 12 anos.

As mães aprovam a medida. “A gente fica com muitas saudades daqui e sabe que eles (os outros filhos) também estão em casa sentindo falta da gente”, disse Elen, que não conteve as lágrimas ao falar do filho Ícaro, de apenas 1 ano e seis meses.

Bruna Oliveira da Silva, 21 anos, se recuperava do parto e mesmo assim pôde realizar o encontro do filho Murilo, de 2 anos e 11 meses com a irmãzinha Manuela, de apenas um dia de vida. “Eu estava com o coração apertado de estar aqui sem ver o Murilo. Agora, estou muito feliz com os meus dois caçulas”, afirmou Bruna acrescentando que, naquele dia mesmo, assistira a uma colega internada chorar com saudades dos filhos que haviam ficado em casa.

A gerente de Enfermagem do IMDL, Maria Gracimar Oliveira da Gama, conduziu a implantação da rotina no IMDL e conta que o primeiro passo foi ganhar a adesão dos profissionais. “Era uma atividade pioneira. Precisávamos nos organizar. Era natural que alguns profissionais tivessem dúvida sobre a viabilidade de termos crianças pequenas circulando na área de internação”, disse.