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Projeto prevê programadores de softwares em municípios do AM

TPV, em parceria com a Fucapi, conduz projeto para formar desenvolvedores de aplicativos para TV Digital no interior e revolucionar a base econômica do Estado 21/08/2014 às 10:39
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Programa concebido pelo professor Manuel Cardoso prevê formação de mão de obra qualificada nos municípios
Joubert Lima ---

A TPV (proprietária da Philips TVs e Monitores) está finalizando os detalhes de um projeto que pode revolucionar a base econômica do Estado. O projeto, concebido pelo professor Manuel Cardoso – renomado cientista e inventor – tem o objetivo de formar programadores e desenvolvedores para os ambientes de TV digital, tablet e notebook em municípios do interior. Essa mão de obra estaria preparada para atender a demanda por aplicativos que surgirá com a consolidação da TV Digital no País nos próximos anos.

A TPV está lançando mão da estratégia para ampliar a competitividade de seus produtos no mercado no novo cenário que se aproxima. A empresa vai firmar parcerias com escolas públicas no interior do Estado, que vão funcionar como centros de qualificação para estudantes. Os grandes talentos que forem identificados serão contratados pela empresa e poderão desenvolver seu trabalho sem precisar deixar sua cidade.

A Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucapi), que já é parceira da TPV em outros projetos, será a instituição que irá operacionalizar o programa acadêmico e de acompanhamento.

“Nossa intenção é que as pessoas impactadas pelo programa não aprendam apenas a serem programadores, mas desenvolvam noções de empreendedorismo, aliadas a valores éticos e morais, desenvolvendo talentos que vão muito além das questões técnicas”, afirma Eduardo Brunoro, vice-presidente de Operações do grupo TPV no Brasil.

Alternativa econômica

O projeto está em fase final de definições e deve ser posto em prática logo em seguida. “A ideia é formar uma alternativa de desenvolvimento econômico e social para o interior do Estado, baseada na economia do conhecimento, onde a superação da logística de produção será feita pela facilidade da tecnologia da informação e pela Internet”, comenta do professor Manuel Cardoso.

Ele explica que, por meio do projeto, serão formados produtores de código de programação para atender, inicialmente, as demandas de empresas de Manaus; e posteriormente, de outros Estados e outros países. “Este é um segmento de alto valor agregado na economia globalizada que se mostra deficiente mundialmente em recursos para atendê-la. Ao mesmo tempo, o valor médio de remuneração é bem superior ao de outras atividades econômicas; além disso, proporciona um desenvolvimento social e uma fonte de recursos financeiro para os municípios, alternativa aos recursos atuais”, detalha.

A expectativa é que outras empresas abracem a iniciativa, de modo que, num horizonte de dez anos, o Estado tenha formado massa crítica de capacidade produtiva em condições de prover competitividade na produção de códigos e desenvolvimento de sistemas para o mercado globalizado.