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Protocolos integrados e a prevenção de acidentes aéreos são discutidos durante fórum

Dados do Seripa apontam que, desde 2007, foram registrados 42 acidentes aéreos no Amazonas, com 67 vítimas fatais. O maior acidente aconteceu em 2009, no município de Manacapuru, quando 24 pessoas morreram 14/10/2015 às 18:20
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O secretário-executivo da SSP-AM, Carlos Alberto Alencar, destacou a importância de discutir os protocolos integrados em casos de acidentes com aeronaves
acritica.com Manaus (AM)

O cumprimento de protocolos integrados e a prevenção em casos de acidentes aéreos no Amazonas foram temas discutidos nesta quarta-feira (14) no 1º Fórum Jurídico sobre Segurança de Voo, realizado pela Secretaria de Segurança Pública do Estado do Amazonas (SSP-AM), em parceria com o Sétimo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa VII).

Dados do Seripa apontam que, desde 2007, foram registrados 42 acidentes aéreos no Amazonas, com 67 vítimas fatais. O maior acidente aconteceu em 2009, com um avião Bandeirante, no município de Manacapuru, quando 24 pessoas morreram.

O secretário-executivo da SSP-AM, Carlos Alberto Alencar, destacou a importância de discutir os protocolos integrados em casos de acidentes com aeronaves e ressaltou que as forças de segurança pública do Estado (Polícias Civil, Militar e Corpo de Bombeiros), na maioria das vezes, são as primeiras a atender as ocorrências, por conta das longas distâncias do Estado. 

Ele também ressaltou a aviação para as operações de segurança do Estado. “Hoje o sistema conta com equipes específicas para atuar no resgate e patrulhamento aéreo. Equipes que receberam treinamentos voltados para o setor de aviação, prontas para atuar em todo o Estado.

São membros do Grupamento de Rádio Patrulhamento Aéreo (GRAER), da Polícia Militar; Grupamento de Operações Aéreas da Polícia Civil (GOA) e o Comando de Bombeiros de Salvamento Aéreo e Resgate (CBFAR).

De acordo com Carlos Alberto, a SSP-AM criou uma comissão para avaliar os recursos aéreos das Polícias Civil, Militar e Corpo de Bombeiros, com a finalidade de ampliar as possibilidades de emprego nas ações que compõem o Sistema de Segurança Pública. A comissão vai organizar e estruturar a aviação policial no sistema.

O chefe do Sétimo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa VII), tenente-coronel aviador Alexandre Ricardo do Carmo, especificou durante o evento a responsabilidade de cada órgão durante um acidente aéreo.

“Em casos de sinistros, a Polícia Militar é acionada para preservar o local até a chegada dos órgãos do sistema de investigação aeronáutica e da polícia judiciária. Temos que entender que, enquanto uma investigação busca os fatores contribuintes do acidente, a outra busca o nexo causal e os responsáveis para que o Ministério Público e o poder Judiciário possam agir em suas competências”, explicou.

Ele destacou a necessidade de reunir os órgãos relacionados à segurança para debater e levantar ações de melhoria para a aeronáutica na Região Amazônica.

“Por isso, estamos reunindo aqui órgãos das esferas municipal, estadual e federal, para debater sobre a legislação brasileira em caso de acidentes aéreos e trabalhar melhorias na atuação sobre o assunto no Estado”, disse.

Participaram do evento oficiais comandantes da Polícia Militar, delegados da Polícia Civil, oficiais do Corpo de Bombeiros, além de representantes de diversos órgãos dentre eles: O promotor de justiça do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM), Paulo Stêlio Sabba Guimarães; a juíza federal substituta da Justiça Federal do Amazonas (TRF da 1º Região), Aline Soares Lucena Carnaúba; o vice chefe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), coronel aviador Marcelo Marques de Azevedo e o comandante do 4º Centro Integrado de Defesa Aérea de Controle de Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta IV), coronel aviador Carlos Henrique Afondo Silva.

*Com informações da assessoria de imprensa