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Rebelião em Parintins (AM) termina com dois mortos e vários detentos rendidos

Anibal Silva foi decapitado e teve a cabeça lançada pelos detentos, enquanto Paulo Eliezer foi esfaqueado. A cadeia, que tem capacidade para 36 presos, estava superlotada com cerca de 140 encarcerados 01/09/2014 às 21:40
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Presos rendidos que participaram da rebelião em Parintins (AM)
acritica.com* Manaus (AM)

A rebelião no município de Parintins (município a 369 quilômetros de Manaus) acabou por volta das 20h desta segunda-feira (1º), depois de seis horas de tensão, deixando um saldo de dois mortos. Os detentos foram assassinados pelos companheiros durante a confusão, sendo Anibal Silva decapitado e Paulo Eliezer esfaqueado. Este último havia sido feito refém durante a tarde.

As autoridades policiais da cidade conseguiram conter o conflito e negociaram a rendição dos detentos que estavam à frente do motim, não sendo preciso reforço do Batalhão de Choque de Manaus.

Os presos cortaram e jogaram por cima do muro do presídio a cabeça e a mão de Aníbal. Os detentos que se entregaram ficaram alojados na escola Sociedade Pestalozi, localizado no prédio ao lado da cadeia.

Os rebelados queimaram colchões e tomaram conta do setor de administração. A polícia determinou o corte no fornecimento de energia elétrica e de água para a unidade.

A cadeia que tem capacidade para 36 presos estava superlotada com cerca de 140 encarcerados, informou o diretor da unidade, Bosco Paulain.

No início do ano, o promotor de Justiça de Parintins, André Seffair, pediu a interdição do presídio por conta da superlotação das precárias condições precárias de funcionamento da unidade. O pedido do promotor foi encaminhado ao juiz Aldrin Henrique Rodrigues, que respondia pela 1ª. Vara da Comarca, mas o MPE não obteve resposta.

*Com informações de repórter Jonas Santos