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Cotidiano
NAUFRÁGIO

Rebocador que afundou no Rio Amazonas será içado em novembro, diz Bertolini

Espera foi de três meses e, segundo representante da empresa, durante esse tempo, não houve novidades sobre os nove desaparecidos 19/10/2017 às 17:27
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Ela está a 60 metros de profundidade 15 quilômetros de distância do local inicial, no rio Amazonas, nas proximidades do município de Óbidos, no Pará. Foto: Divulgação
Lívia Anselmo Manaus (AM)

O Plano de Salvamento do barco rebocador CXX da empresa Transporte Bertolini só deve ser executado no início do mês de novembro, conforme informou o coordenador do comitê de crise da empresa, Marcelo Schröder. Com isso, chegará a três meses a espera para o içamento da embarcação que naufragou em 2 de agosto desse ano após colidir com o navio  “Mercosul Santos”. Rebocador está a 60 metros de profundidade e a 15 quilômetros de distância do local inicial, no rio Amazonas, nas proximidades do município de Óbidos, no Pará.

Marcelo ressaltou que a demora se deu por conta da necessidade de contratar a empresa Smit Salvage, de origem holandesa, e especializada em resgate em águas profundas. Para que o resgate seja realizado, o Plano de Salvamento aprovado pelo Comando do 4º Distrito Naval (Com4ºDN), previa a utilização de uma espécie de guindaste denominada cábria (que pesa em torno de 600 toneladas) e uma estrutura que se assemelha a uma pinça. Juntas, as peças têm capacidade de içar até 1.200 toneladas.

Durante esse tempo, não houve novidades sobre os nove desaparecidos desde o dia do acidente, segundo Marcelo Schröder. “Não houve muita mudança no caso desde a última vez que informamos a imprensa. Seguimos esperando que os equipamentos cheguem na região para poder realizar o trabalho”, afirmou.

Sem prazo de conclusão

Não há uma estimativa de quanto tempo deve durar o trabalho. Segundo Marcelo, é impossível prever isso agora uma vez que os técnicos das empresas é que vão conseguir determinar isso com base em uma série de fatores.

“Só poderemos dizer quanto tempo vai durar quando quem estiver trabalhando souber apontar o que influencia no içamento. O trabalho pode durar um dia, mas também pode durar uma semana, por exemplo. Não é responsável determinar um tempo de duração do resgate agora, enquanto os equipamentos se quer chegaram ao local”.

Desaparecidos

Dos 11 tripulantes que estavam no empurrador no dia do acidente, três são amazonenses. Euclinger da Silva Costa foi resgatado com vida, mas Wandel Ferreira de Lima e Cleber Rodrigues Azevedo, todos do município de Itacoatiara, ainda não foram localizados.

O içamento da embarcação dá aos familiares dos desaparecidos a esperança de finalmente conseguir localizar os corpos, já que após 3 meses, não há mais nenhuma esperança de que eles sejam encontrados com vida.

Corpos presos

O irmão de Cléber, Catarino Vieira de Lima, 34 anos, disse que todos trabalham com a possibilidade de os corpos estarem presos nos camarotes já que o acidente aconteceu durante a madrugada e a tripulação estava dormindo.  “Nós queremos pelo menos conseguir um atestado de óbito para resolver os trâmites legais. Estamos ansiosos para encerrar logo tudo isso”, desabafou.

Cléber era chefe de máquinas na empresa há pouco tempo. Conforme Catarino, a Bertolini informou à família o mesmo que para a reportagem e que o atraso aconteceu por uma questão logística.

Os familiares dos itacoatiarenses estão à espera do equipamento para poder retornar ao local e acompanhar os trabalhos de içamento.

Os outros desaparecidos são Carlos Eduardo Bueno de Souza, Dárcio Vânio Rego, Ivan Furtado da Gama, Juraci dos Santos Brito, Adriano Sarmento de Castro e Marcelo Reis Moreira Costa.

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