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Reclamações contra operadoras de telefonias aumentam segundo levantamento feito pelo Procon

No mês de julho foram registradas 390 reclamações, o que significa 145,2% de aumento contra 159 registros no mesmo mês de 2011 12/09/2012 às 08:51
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Clientes estão formalizando queixas
Cinthia Guimarães ---

As reclamações de consumidores contra a má prestação de serviço de telefonia ao Programa de Atendimento ao Consumidor no Amazonas (Procon-AM) cresceram consideravelmente nos meses de julho e agosto, mesmo após a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) ter suspendido, em julho, as vendas de serviços pelas operadoras.

No mês de julho foram registradas 390 reclamações, o que significa 145,2% de aumento contra 159 registros no mesmo mês de 2011. No mês de agosto, os consumidores protocolaram 468 reclamações ao Procon-AM, número 205% superior às 153 queixas feitas no ano passado.

Só nos oito primeiros meses deste ano os consumidores registraram 2.268 queixas, o que significa 70,6% a mais que o mesmo período do ano passado, quando foram feitas 1.329 reclamações. Os dados não são divididos por operadoras.

Estão no rol da ‘má prestação de serviços’ ligações de baixa qualidade, linhas fora do ar, cobranças indevidas, entre outros.

O número de reclamações registradas pelos Procons de todo o País (78.604) foi o que levou, em julho, a Anatel a proibir a comercialização de linhas telefônicas e de banda larga às quatro principais operadoras de telefonia do mercado brasileiro (Claro, OI, TIM e Vivo).

No Amazonas, a OI foi a única operadora punida pela Anatel de comercializar serviços em julho. TIM, Claro e Vivo foram proibidas de venderem novas linhas de telefone e Internet em outros Estados.

Para o presidente do Procon-AM, Guilherme Frederico, a proibição da Anatel foi bastante educativa para empresas e consumidores. “Se chegou nesse nível, significa que o serviço está precário, deixando a desejar. Mesmo com consumidor com senso crítico mais aguçado, se o serviço fosse bom, não precisaria do Procon”, pontuou.