Publicidade
Cotidiano
OPERAÇÃO

Recursos da Fepesca, alvo da operação Traíra, dobraram em ano de eleição, diz MP-AM

Entidade é envolvida em esquema de quadrilha que teria desviado R$ 7,8 milhões de verbas destinadas a pescadores no Amazonas e em Roraima 07/12/2017 às 12:21 - Atualizado em 07/12/2017 às 12:27
Show 29e29e8b 3565 4624 877c 098289456bfc
Foto: Euzivaldo Queiroz
Geizyara Brandão Manaus (AM)

Os recursos públicos destinados à Federação de Pescadores do Amazonas e Roraima (Fepesca), alvo da operação Traíra, do Ministério Público do Amazonas (MP-AM), dobraram em ano de eleição. A informação foi divulgada pelo procurador-geral de justiça Fábio Monteiro, durante coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira (7). A Fepesca é apontada pelo MP-AM como envolvida em um esquema de quadrilha que teria desviado R$ 7,8 milhões de verbas destinadas a pescadores.

A operação foi deflagrada também na manhã de hoje (7) em Manaus e em Manacapuru, distante a 68 quilômetros da capital. O objetivo foi combater uma organização criminosa que fraudava convênios firmados entre a Fepesca e a Secretaria de Estado do Trabalho (Setrab) entre os anos de 2009 e 2014.

“Recurso público sendo encaminhado, repassado, para organizações não governamentais que destinam à qualidade de vida do munícipe e no ano eleitoral, os repasses sendo aumentados, não precisa ser perito para saber que há um interesse político nessa atividade”, disse Fábio Monteiro.

O recurso deveria ser utilizado para a capacitação de pescadores por meio do projeto “Pescando Cidadania”. De acordo com Monteiro, inicialmente foram prejudicados 1,2 mil pescadores. “Ficando confirmado que nenhuma dessas pessoas recebeu a capacitação, o que nós identificamos é que não foi feito nada no interior. Alguns cursos foram realizados na capital, mas não com recurso desse convênio", explicou.

O procurador de justiça e coordenador Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), Mauro Veras, contou que a diretoria da Fepesca e empresários estão envolvidos no esquema. “A liderança certamente está bastante envolvida junto com empresários. Agora até onde vai, nós vamos apurar”, esclareceu.

Na manhã de hoje, durante a operação, foram expedidos 26 mandados de busca e apreensão, sendo 16 pessoas físicas e dez jurídicas. “Foram resgatados documentos de 2009 a 2014, celulares, busca pessoal com celulares, computadores, notebooks, tudo o que possa trazer novos elementos para a investigação”, revelou o procurador de justiça Mauro Veras.

Publicidade
Publicidade