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Rede Amazônica completa 40 anos e fundador reafirma compromisso com região

83 anos, 40 na TV Amazonas e 26 no jornalismo impresso, Phelippe Daou não tira o olho do mercado, lembra que para suprir a demanda por profissionais criou a Fundação Rede Amazônica há 27 anos 10/09/2012 às 08:45
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Phelippe Daou comanda a festa de aniversário da TV Amazonas, que começou ontem e vai até amanhã no Studio 5
Gerson Severo Dantas ---

“Admiro mesmo é o homem da Amazônia, este que defende a região, recebe bem as pessoas, oferece seus conhecimentos para quem quer aprender, mas não é ouvido pelos ‘salvadores da Amazônia’. Minha indignação é essa,  (o Brasil) tem de ouvir o homem da Amazônia”. A frase é do presidente da Rede Amazônica de Rádio e Televisão, jornalista Phelippe Daou, cujo  embrião do grupo, a TV Amazonas, completa neste sábado (01), 40 anos.

A frase resume a personalidade do empresário que, ao lado dos sócios Milton de Magalhães Cordeiro, Joaquim Margarido e Robert Daou (já falecido), fundou  a TV Amazonas e a espalhou por cinco Estados e 146 municípios. “As pessoas desses lugares querem a mesma coisa que nós: desenvolvimento, integração. Às vezes me perguntam o que tem em Roraima, Acre? Busco saber há quanto tempo a pessoa não vai lá, me dizem que 20, 30 anos. Enfim, não sabem que alguns desses lugares estão melhores do que nós em integração, estradas”, argumenta.

Estrada, por sinal, parece ser a obsessão do jornalista no momento. E a estrada alvo é a BR-319, que liga Manaus a Porto Velho. Ele lamenta a paralisação das obras de recuperação. Lembra que ela está no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal, é importante para o Amazonas e estratégica para as Forças Armadas, mas por conta do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), não sai. “Pediram um estudo, a Universidade Federal do Amazonas fez, mas ignoraram a inteligência da Amazônia. O pior é que tudo é órgão federal”, afirma, deixando escapar que irá fazer uma campanha pela reabertura da BR-319. “As pessoas hoje sabem reclamar e nós temos de dar voz a elas, seja nos municípios ou na sucursal de Brasília, ouvindo os parlamentares”.

Estradas, pontes e integração também o aproximaram do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que a cada inauguração de obra na região contava com a presença dele. “Nossa relação cresceu porque ele queria a mesma coisa, queria integração, estradas, pontes”, revela.

Aos 83 anos, 40 na TV Amazonas e 26 no jornalismo impresso, Phelippe Daou não tira o olho do mercado, lembra que para suprir a demanda por profissionais criou a Fundação Rede Amazônica há 27 anos, mas a atenção está voltada mesmo é para as mídias sociais e a concorrência que elas oferecem à televisão. “Temos de ter velocidade para enfrentá-las, mas com cuidado para que ninguém a use de forma errada”, afirma Phellipe Daou.