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Rede de Arranjos Produtivos Locais (APLs) no Amazonas irá integrar Plano Brasil Maior

O Amazonas possui dez APLs aprovadas, entre eles, o de polpas, extratos e concentrados de frutas regionais, artesanato, fitoterápicos e fitocosméticos, e o de produção de madeira e móvel. 14/04/2012 às 16:13
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Margarete Gandini, do MDIC, disse que seminários traçarão agenda dos APLs
Renata Magnenti Manaus

A rede de Arranjos Produtivos Locais (APLs) do Estado do Amazonas lançada ontem, na Federação das Indústrias do Amazonas (Fieam), estará na mesma frequência do plano Brasil Maior a partir do segundo semestre deste ano. Com a integração será elaborada uma agenda das cadeias produtivas regionais, a qual irá compor a agenda nacional dos APLs em desenvolvimento em todo o País. As agendas serão administradas pelo Ministério da Integração e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

No Amazonas, a rede de APLs agrupa empresas que atuam em um mesmo segmento e estão localizadas no mesmo território. Juntas, elas apresentam especialização produtiva e mantêm vínculos de articulação sob um determinado produto.

Hoje, o Amazonas possui dez APLs aprovadas, entre eles, o de polpas, extratos e concentrados de frutas regionais, artesanato, fitoterápicos e fitocosméticos, e o de produção de madeira e móvel. Entretanto, a rede que foi lançada ontem reúne apenas 150 empresas associadas aos sindicatos da Indústria Naval (Sindnaval), da Construção Civil (Sinduscon-AM) e dos Armadores do Amazonas (Sindarma).

Brasil Maior

Durante o lançamento da Rede, a coordenadora nacional dos APLs do Ministério do Desenvolvimento da Indústria e Comércio (MDIC), Margarete Gandini, trouxe a informação de que o Amazonas, assim como os demais Estados brasileiros, irá receber, no próximo semestre, seminário e oficinas realizadas pelo Ministério de Integração e a ABDI para traçar a agenda regional de atividades dos APLs.

Segundo ela, os APLs sobrevivem da união e persistência de toda a cadeia nela inserida, mas podem e serão auxiliadas por políticas públicas desenvolvidas no Brasil Melhor. Na cartilha nacional sobre o plano, o governo traça como meta ações especiais em desenvolvimento regional. “Passamos do tempo que as orientações vinham somente de cima para baixo. É possível verter, organizar e melhor o processo”, explicou Margarete.

Ainda de acordo com a coordenadora, não existe uma fórmula que blinde um APL de maneira perene. “É preciso que cada envolvido no processo tome para si a responsabilidade de fomentar políticas e inovem a partir do que produzem processos e o próprio bem final”, explicou.

Durante a semana, a coordenadora, visitou parte da cadeia produtiva de malva e juta e ilustrou a explicação acima, dizendo que o fato de empresários locais verem nas fibras a possibilidade de transformá-las em peças de vestuário prova que é capaz inovar a partir de uma mesma matéria-prima.

A Suframa auxilia no processo, instrumentalizando políticas. E a coordenadora-geral de Desenvolvimento Regional da autarquia, Eliany Gomes, colocou a autarquia à disposição das cadeias produtivas.

Polo Naval animado com a sinalização feita pelo MDIC

O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Naval (Sindnaval), Mateus Araújo, informou que, com a Rede de Arranjo Produtivo Local (APL), o Polo Naval estará ainda mais estruturado. A expectativa é que em julho deste ano os empresários do setor se instalem na área de quase 10 mil hectares no Puraquequara, Zona Leste.

Segundo Matheus, o governo tem entendido que o setor precisa de apoio e que os empresários da cadeia estão dispostos a  investir e alavancar a economia com a produção de um produtivo de extrema importância para a nossa realidade. “Em breve, vamos conseguir financiamento junto ao Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento Econômico (Bird) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDS)”, anunciou.

O secretário de Estado de Planejamento (Seplan), Aírton Claudino, reforçou que a prioridade do Governo Estadual é auxiliar no que for necessário para que o Polo Naval, finalmente, saia do papel. “Nos próximos dias teremos confirmações exatas quanto à instalação na área do Puraquequara e daí não poderemos, e não queremos, retroceder”.

Valtair Machado, Mateus Araújo e Ricardo Moraes, do Polo Naval do AM

O presidente do Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Estado do Amazonas (Sindarma), Claudomiro Carvalho Filho, acrescentou que hoje cerca de cem empresas no Amazonas adquirem as embarcações produzidas no Estado, seja no modal de balsas ou barcos. “Hoje, nosso gargalo são os portos, pois o setor a cada dia está mais organizado”.

Na avaliação de Mateus, o Polo Naval deve gerar em dez anos um faturamento de US$ 20 bilhões anuais e responder por 30% do atual faturamento da Zona Franca.