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Cotidiano
GÁS

Redução de 5% no preço do gás de cozinha nas refinarias pode baratear valor da botija

Segundo a Petrobras, o preço médio do gás residencial sem tributos comercializado nas refinarias será de R$ 23,16 por botijão 18/01/2018 às 13:34
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Foto: Divulgação
Agência Brasil Manaus (AM)

A redução de 5% no preço do gás de cozinha (GLP) nas refinarias da Petrobras em todo o país, a partir desta sexta-feira (19), pode baratear o valor da botija de 13 quilos. Segundo a Petrobras, o preço médio do gás residencial sem tributos comercializado nas refinarias será de R$ 23,16 por botijão.

Conforme a estatal, a revisão no preço pode ou não se refletir no preço final ao consumidor, uma vez que a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados. Tudo vai depender dos repasses feitos por distribuidoras e revendedores.

A queda no preço do gás de cozinha é decorrência de uma revisão feita pela companhia na política de preços do GLP de uso residencial, comercializado em botijões de até 13 quilos, e que “definiu novos critérios para aplicação dos reajustes, além de uma regra de transição para 2018”. Agora, os reajustes do gás GLP passarão a ser trimestrais e não mais mensais.

Em nota, a Petrobras informou que o objetivo da decisão foi “suavizar os repasses da volatilidade dos preços ocorridos no mercado internacional para o preço doméstico, ao mesmo tempo em que se mantém o disposto na Resolução 4/2005 do Conselho Nacional de Política Energética, que reconhece como de interesse da política energética nacional a prática de preços diferenciados para a comercialização do GLP de uso residencial”.

Os novos critérios permitirão, conforme a Petrobras, manter o valor do GLP referenciado no mercado internacional, “mas diluirão os efeitos de aumentos de preços tipicamente concentrados no fim de cada ano, dada a sazonalidade do produto, embora a referência continuará sendo o preço do butano e propano comercializado no mercado europeu, acrescido de margem de 5%”, diz a nota.

Reajuste trimestral

A partir deste ano, os reajustes de preços passam a ser trimestrais em vez de mensais, com vigência no dia 5 do início de cada trimestre. O período de apuração das cotações internacionais e do câmbio que definirão os percentuais de ajuste será a média dos doze meses anteriores ao período de vigência e não mais a variação mensal.

Qualquer redução ou aumento de preços superior a 10% terá que ser autorizada pelo Grupo Executivo de Mercado e Preços (Gemp), formado pelo presidente da Petrobras e pelos diretores de Refino e Gás Natural e Financeiro e de Relacionamento com Investidores. Nestes casos, a data de aplicação dos ajustes pode ser modificada. Caso o índice de reajuste seja muito elevado, o Gemp poderá não aplicá-lo integralmente, e compensar a diferença.

O mecanismo de compensação vai permitir comparar os preços praticados com a nova política e os preços que seriam praticados com a política anterior. As diferenças acumuladas em um ano, ajustadas pela taxa selic, serão compensadas por meio de uma parcela fixa acrescida ou deduzida aos preços praticados no ano seguinte.

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