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Redução do IPI faz vendas de veículos aumentarem no AM

No Amazonas os ventos sopraram a favor com mais de 3700 carros emplacados 08/09/2012 às 13:48
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Fiat Palio foi o carro mais vendido do mês no Amazonas
ISRAEL CONTE Manaus (AM)

 A redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados)  causou uma verdadeira corrida às concessionárias na última quinzena de agosto, período em que se acreditava ser o último para comprar carro zero km com menos imposto. O resultado: recorde histórico  no Brasil com   405.518 automóveis e comerciais leves emplacados.  Os números são   15,40% maiores  se comparados aos 351.394 veículos comercializados em julho. 

No Amazonas, os ventos também sopraram a favor com mais de 3700 carros emplacados. Na categoria autos, o modelo mais vendido por aqui  foi o Fiat Palio, seguido  GM Celta,  Fiat Uno, VW Gol e Fiat Siena.

Entre os comerciais leves, categoria que envolve picapes e utilitários esportivos, aparece pelo terceiro mês seguido na liderança a Fiat Strada. Depois vem VW Saveiro, Toyota Hilux, GM Montana e GM S10.

A Honda CG 150 liderou o mês entre as motos. Depois aparecem CG 125, seguida de Honda Biz, Honda NXR e Yamaha YBR 125.

Os dados são da Fenabrave (Federação Nacional de Distribuição de Veículos  Automotores).

Marcha lenta

Durante a coletiva concedida à imprensa nesta semana, o Presidente da Fenabrave, Flávio Meneghetti, chamou a atenção para segmentos que estão em crise no setor automotivo, como o de motos, caminhões e veículos usados.

“Os veículos usados, que são igualmente importantes para o setor e para a economia, estão sofrendo muito com a falta de crédito. Atualmente, o índice de aprovação de fichas está entre 20% a 30% neste setor, o que não atende à demanda”, alertou <br/>Meneghetti.

Situação ainda mais dramática vive o setor de motos, cujo índice de aprovação cadastral para financiamentos está em apenas 15%. Como reflexo, empresas ligadas a ambos os segmentos estão fechando as portas e comprometendo, também, o nível de empregos.

Para recuperar esses segmentos, a Fenabrave já encaminhou pedido ao Governo solicitando medidas semelhantes às que beneficiaram os automóveis e comerciais leves. “Para motos, especialmente, também pleiteamos a redução do IOF nas transações bancárias dos financiamentos”, explicou Alarico Assumpção Júnior, Presidente Executivo da Fenabrave.

Renault ameaça Ford

Em agosto, a Fiat manteve sua posição de liderança com 24,22% de participação (98,2 mil carros e veículos comerciais leves emplacados). Na sequência aparecem VW (21,89% com 88,7 mil unidades) e Chevrolet (18,71% de participação com 75,8 mil unidades).

A Ford viu sua participação chegar a 7,7% (31 mil unidades no mês) e sua distância para a Renault diminuir -- a fabricante francesa, única marca estranha às quatro consideradas gigantes a colocar um modelos (o hatch Sandero) entre os dez carros mais vendidos -- obteve 6,88% de participação (27,9 mil veículos). Na sequência aparecem Honda (17.086 unidades ou 4,21%), Toyota (10.119 ou 2,5%), Nissan (10.045 ou 2,48%), Peugeot (8.719 ou 2,15%), Hyundai (8.651 ou 2,13%) e Citroën (8.073 ou 1,99%).

O presidente da Renault, Olivier Murget, explicou ao colunista Joel Leite, do UOL Carros,  que a marca finalmente “entende” o brasileiro, que segundo ele teria rejeitado os modelos de origem francesa, preferindo a atual linha da marca, composta em grande parte por veículos de custo mais baixo, oriundos da romena Dacia: “Chegamos aqui tentando impor uma cultura europeia. Mas conseguimos reverter essa filosofia e agora quem define as ações que tomamos para o Brasil é o Brasil”, afirmou o executivo, em entrevista que pode ser lida na íntegra no blog O Mundo em Movimento.