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Relator do mensalão diz que condenados não terão direito a prisão especial

Joaquim Barbosa explicou que prisão especial “ é só para quem está cumprindo prisão provisória e não pena definitiva”. Ministro assume a presidência interina do Supremo na próxima segunda-feira 19 e, como titular, no dia 22.       13/11/2012 às 17:00
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Joaquim Barbosa disse que sua gestão será marcada pela clareza, transparência e simplicidade
Ivan Richard e Iolando Lourenço/Agência Brasil Brasília

Os réus condenados na Ação Penal 470, o processo do mensalão, não terão direito a prisão especial, segundo disse nesta segunda feira (13) o ministro Joaquim Barbosa, relator do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). Após visita aos presidentes da Câmara, Marco Maia, e do Senado, José Sarney, Barbosa respondeu a jornalistas que réus condenados não têm direito a esse benefício.

"A prisão especial é só para quem está cumprindo prisão provisória, e não [pena] definitiva", lembrou Barbosa, que assume a presidência interina da Corte Supremo a partir da próxima segunda-feira (19). Na saída do Congresso, o ministro disse ainda que não falaria sobre o julgamento do mensalão porque o caso ainda está em andamento.

O Artigo 295 do Código de Processo Penal (CPP) estabelece que a prisão especial só poderá ser aplicada para autoridades, pessoas com diploma de nível superior, entre outros, enquanto não houver condenação definitiva. Ou seja, como os réus do mensalão estão sendo condenados em último grau de instância, depois de esgotados todos os recursos, eles cumprirão a pena em prisão comum.

Joaquim Barbosa assume a presidência do STF no próximo dia 22 e foi ao Congresso convidar os presidentes da Câmara e do Senado para a cerimônia. Na visita, o ministro também disse que sua gestão será marcada pela clareza, transparência e simplicidade.