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Relator do processo do mensalão conclui voto sobre compra de apoio parlamentar

Ministro Joaquim Barbosa conclui votos sobre réus do PTB, já condenados por ele por corrupção passiva nesta quarta-feira 19. Nesta quinta ele analisará  conduta dos mesmos réus – Roberto Jefferson, Emerson Palmieri e Romeu Queiroz – sobre o crime de lavagem de dinheiro 20/09/2012 às 14:38
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Ministros do STF no julgamento da Ação Penal 470 que prossegue com a análise de imputações a membros do antigo PL
Débora Zampier /Agência Brasil Brasília

O ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF), retomou na tarde desta quinta-feira (20) o voto sobre as acusações de compra de apoio parlamentar entre 2003 e 2004, que constam do processo do mensalão. Ele concluirá agora o voto sobre os réus do PTB, que já foram condenados ontem (19), pelo relator, por corrupção passiva.

Agora, Barbosa analisará a conduta dos mesmos réus – Roberto Jefferson, Emerson Palmieri e Romeu Queiroz – sobre o crime de lavagem de dinheiro. Em seguida, ele falará sobre a situação do único réu filiado ao PMDB na época dos fatos, José Rodrigues Borba, que também responde por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Nesta fase do julgamento, em que se analisa o Capítulo 6, o relator entendeu que os réus ligados ao PP e ao PL (atual PR) são culpados por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, com variações de crime, de réu para réu. O ministro optou por não proclamar os resultados parciais ao longo do voto e, por isso, as condenações ainda não podem ser contabilizadas oficialmente.

O único acusado absolvido por Barbosa no capítulo atual é Antonio Lamas, ex-assessor do PL. O pedido de inocência já havia sido feito pelo Ministério Público Federal (MPF), nas alegações finais do processo, por falta de provas.

Assim que acabar o voto sobre os crimes de corrupção passiva e crimes correlatos, Barbosa abrirá a votação para os demais ministros votarem sobre a situação dos partidos da base aliada. Ontem, o relator optou por subdividir o capítulo atual, deixando para depois a análise dos crimes de corrupção ativa imputado a dez réus ligados ao PT e ao grupo de Marcos Valério.