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Relembre casos envolvendo 'poderosos' com prostituição e pedofilia

Ex- juiz de Tefé Antonio Carlos Branquinho e políticos de Coari e Parintins já foram presos por pedofilia em 2009.  O ex-juiz foi condenado administrativamente pelo TRT à aposentadoria compulsória, pena máxima permitida por ele ser membro vitalício do Poder Judiciário. 25/11/2012 às 16:16
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Ex-juiz trabalhista de Tefé Antônio carlso Branquinho foi preso por pedofilia em 2009
Carolina Silva* Manaus

Nos últimos quatro anos, casos de abuso sexual, exploração sexual comercial e pedofilia ganharam repercussão no Amazonas. Em 2009, o ex-juiz da  Vara do Trabalho de Tefé (a 525 quilômetros de Manaus) Antônio Carlos Branquinho ficou foragido durante dez dias após ter a prisão preventiva decretada no dia 23 de junho pela Justiça Federal, acusado de pedofilia, entre outros investigados.

A Justiça ainda expediu cinco mandados de busca e apreensão na casa dos acusados e na sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Tefé. As investigações transcorriam em caráter sigiloso e o processo, em segredo de Justiça. Nas casas dos acusados, a polícia apreendeu grande quantidade de material pornográfico.

Branquinho foi transferido para Brasília e apresentado no Tribunal Regional Federal (TRF). Medeiros ficou preso na Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, em Manaus. Além de do juiz trabalhista e do oficial de Justiça, a diretora da Vara de Tefé, Azenir do Carmo Monteiro, e o assistente-chefe do setor de Execução, João Batista Rodrigues Coelho, também tiveram a prisão preventiva decretada, acusados pelos mesmos crimes.

Em outubro de 2010, o Pleno do Tribunal Regional do Trabalho (TRT/AM) da 11ª Região votou por unanimidade pela aposentadoria compulsória do juiz  Antônio Carlos Branquinho. Mas, em 19 de setembro deste ano, a Justiça Federal determinou a suspensão da aposentadoria do juiz trabalhista. Branquinho foi punido na esfera administrativa e judicial.

O ex-juiz foi condenado administrativamente pelo TRT à aposentadoria compulsória, pena máxima permitida por ele ser membro vitalício do Poder Judiciário.

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