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Representante do Unicef avalia como positiva ida ao Alto Solimões

Visita à região se deu em virtude do Alto Solimões apresentar os piores indicadores no que diz respeito aos direitos da criança 12/02/2012 às 22:20
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Para Gary Stahl ainda há muito o que fazer na Amazônia, para assegurar os direitos das crianças
Síntia Maciel Manaus

A escassez de pessoal qualificado para atuar nas ações que garantem os direitos das crianças, foi uma das dificuldades percebidas pelo representante do Fundo das Nações Unidas (Unicef) no Brasil, Gary Stahl, durante uma visita aos municípios de Benjamim Constant e Tabatinga – na região do Alto Solimões – durante este último final de semana, no Amazonas.

Nos dois municípios visitados a Unicef mantêm parcerias com órgãos e instituições públicas.

Em Benjamim Constant, por exemplo, uma das ações apoiadas pela Unicef diz respeito a expedição das certidões de nascimento, o que diminuiu consideravelmente, conforme Stahl, o índice de sub-registros naquele município.

“No geral houve muitos avanços na região do Alto Solimões e a tendência é a de que tais avanços continuem a ocorrer, apesar da região ainda apresentar números considerados preocupantes, em relações a outras áreas do País”, salienta.

Em conversa com os agentes que atuam no barco que faz atendimento às comunidades ribeirinhas de Benjamim Constant, um dos pedidos feito a Gary foi a de capacitação de mais agentes indígenas para atuar nos serviços.

“É necessário que haja essa capacitação, pois por mais que haja esforços dos parceiros em chegar até as comunidades e oferecer o atendimento necessário, sem um agente que fale a língua daquelas pessoas, não há como manter um diálogo e oferecer o serviço que eles precisam”, observa.        

Outra dificuldade constatada é referente ao ensino da educação diferenciada para os alunos indígenas em Tabatinga. Segundo o representante da Unicef, o município não sabe como por em prática tal política pública.

“Iremos analisar de que forma a Unicef pode auxiliá-los, se por meio de ajuda técnica, a partir de exemplos verificados em outros países e regiões, e que se mostraram eficazes”, observa.

A visita ao Alto Solimões, destacou Gary Stahl, foi necessária porque a região apresenta os piores indicadores no que diz respeito aos direitos da criança, e também por se tratar de uma área onde a comunidade indígena é alta.

“Não importa se a criança está na região Sul do Brasil ou se ela é indígena, todas tem os direitos iguais, e aqui na Amazônia, os desafios são maiores”, ressalta.

Até o início do segundo semestre de 2012, Gary Stahl deve retornar à região novamente.