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Reserva financeira: amazonenses poupam R$ 3,13 bilhões

Quantia diz respeito ao acumulado de janeiro a setembro e representa um aumento de 17% em relação a igual período em 2011 08/11/2012 às 08:57
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O valor de R$ 99,64 milhões foi acrescentado comparado ao mês interior
Luana Gomes Manaus

A poupança no Amazonas registrou uma cifra de R$ 3,13 bilhões no acumulado até setembro deste ano. Conforme dados do Banco Central (BC), na passagem de agosto para setembro, o Estado contabilizou a maior variação (3,28%), dentre as unidades federativas da Região Norte.

No mês imediatamente anterior, o montante contabilizado foi de R$ 3,03 bilhões, desta forma, houve um acréscimo de R$ 99,64 milhões. Nem mesmo o Pará, que no Norte capta um volume mais expressivo de poupança, conseguiu uma resultado semelhante. A caderneta de poupança da região vizinha já possui um saldo de R$ 5,76 bilhões. Contudo, no “pulo” de agosto para setembro, a variação foi de apenas 1,72%, ao registrar uma diferença de R$ 97,29 milhões.

Em um ano

O Amazonas também contabilizou um aumento de 17,65% em relação ao que estava registrado há 12 meses. Em setembro de 2011, o Estado captou R$ 2,66 bilhões, de acordo com o levantamento do BC.

O economista e ex-presidente do Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon/AM), Erivaldo Lopes, analisou que, com as mudanças nas regras da poupança, em maio deste ano, a modalidade perdeu um pouco da sua atratividade (em termos de rendimento), mas passou a ter mais segurança. A partir das alterações, sempre que a taxa básica de juros (Selic) for igual ou menor que 8,5% ao ano, a forma de remuneração passa a ser 70% dela mais a taxa referencial (TR), calculada todos os dias pelo BC. Hoje, a taxa básica de juros está em 7,25% ao ano.

Lopes ponderou que os aumentos em relação a períodos anteriores não são a tradução de que a modalidade é vantajosa, mas fruto do fato de que os amazonenses estão preocupados em ter uma renda com maior segurança, já que existem outras aplicações que podem dar um retorno muito maior, como o fundo de ações. “Ele não está interessado em ganhar e arriscar. Ainda que ganhe pouco, ele quer ter segurança”, avaliou.

Como tradicionalmente acontece, o maior volume de depósitos foi anotado por meio do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos (SBPE). Este tipo de recursos rendeu R$ 2,53 bilhões à caderneta amazonense. Uma diferença de R$ 87,53 milhões, quando relacionado ao que tinha sido captado em agosto do ano atual.

Já os depósitos realizados a partir da poupança rural, que é implementada apenas pelos bancos oficiais federais, chegaram a R$ 606,06 milhões. Além do volume menor, a variação também foi tímida frente a agosto, girando em torno de 2,04%. No oitavo mês deste ano, a caderneta de poupanças no Amazonas estava em R$ 593,96 milhões.